Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Uma questão pessoal

Eu, João, filho da Lhuca e do Almanaque, neto da ti Laura Serrana e Manel Galo, da Ti Guilhermina e  Francisco Gabriel, sobrinho-bisneto do jornalista de ideias e impulsionador da restauração da diocese de Leiria, P.e Júlio Pereira Roque, engenheiro electrotécnico, coordenador dos repórteres de imagem da TVI e filhote legítimo da freguesia de Alqueidão da Serra, minha aldeia natal, sinto um desafio interior, um impulso, que me move e perturba ao mesmo tempo.

 
          O que poderei fazer para devolver a justiça à minha terra, honrando os meus antepassados e as lutas que tiveram pelo desenvolvimento local, como, por exemplo, a batalha pela alfabetização da laboriosa e proletária população da freguesia, a luta pela construção de vias de comunicação que tirassem do isolamento toda esta população serrana, os duelos com a camionagem Roque & Alcobia (mais tarde chamada Ribatejana) e com o município (que agiam em conluio) para que passasse pela freguesia uma carreira de transportes colectivos que levasse pessoas e mercadorias para Leiria ou Lisboa, a secular e crónica falta de abastecimento domiciliar de água e, actualmente, a escandalosa usurpação, pela Câmara Municipal, do justo rendimento proveniente da renda do parque eólico instalado nos terrenos baldios da Freguesia?
          Nos quase 400 anos que a minha aldeia leva como Freguesia, a história regista apenas um presidente de Câmara que olhou para esta população com o sentido do dever e justiça que o cargo de presidente do município o obrigava. Seu nome, José Candeias Duarte – professor primário, inspector primário da República, presidente da Câmara e Administrador do Concelho. Foi isto no inicio do século XX, há cerca de cem anos, portanto.
          Nas próximas eleições autárquicas, para a cadeira de presidente da edilidade, concorrem duas personalidades, que, não sei até que ponto, não serão “almas gémeos” na má tradição municipal de ostracizar a população da freguesia de Alqueidão da Serra e, mais do que isso, actualmente lhe usurpa os recursos financeiros que, pela lei natural, legitimamente lhe pertencem.
         Será que a partidocracia da sede do concelho, movida apenas por pura e mesquinha inveja, vai vingar no isolamento político da minha freguesia com o único intuito de a espoliar dos rendimentos que os seus terrenos geram?
         Os alqueidanenses livres e responsáveis, mas apaixonados pela sua terra, terão que ter uma resposta política para esta conjuntura e o próximo acto eleitoral autárquico é o momento. Por mim, estou disponível para servir a minha terra e os meus conterrâneos, honrando os nossos antepassados e as suas lutas pelo interesse colectivo. As negociações que contemplam o meu apoio pessoal ao candidato Júlio Vieira estão a chegar a um ponto crucial.

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publicado por Joga às 00:01

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De Anónimo a 9 de Julho de 2009 às 18:18
Ve la se o julinho te promete algum tacho na camara como o salgueiro fez e depois ficas novamente a chuchar no dedo.Ta hora de aprenderes e olha que sei bem do que e que tou a falar....
Um abraco
De Joga a 9 de Julho de 2009 às 19:42
Meu amigo.
Sei que Salgueiro vez correr essa versão do tacho. Versão que tem feito o seu caminho, como qualquer mentira de perna curta. Salgueiro revelou-se verdadeiramente um expert nesta matéria de elevar a mentira a direitos de cidadania na gestão do município. O que me move não é nenhum utensílio de cozinha nem nenhum lugar na Câmara. Quem encara a política como um banquete onde se come e se dá de comer, dificilmente entenderá as minhas motivações. Você é certamente um daqueles que não acredita que ainda haja alguém que lute por um Ideal, mas, garanto-lhe, que os há, há! Um abraço
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