Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Saúde: uma reforma para quê?

          A reforma do Sistema Nacional de Saúde está a introduzir alterações profundas no mundo da saúde e a provocar fenómenos esperados de resistência à mudança em muitos médicos, enfermeiros e pessoal administrativo mas também, em alguns casos, nos utentes e no próprio poder autárquico. Importa desde já, saber quais o impacto que tal reforma irá produzir em concreto no nosso concelho. Afinal, a Reforma serve para quê?

          Iniciamos aqui a reflexão sobre as consequências da reforma do sistema de saúde no nosso município e gostaríamos de convidar publicamente para este debate, os nossos dirigentes políticos, a administração local e regional de saúde, órgãos de comunicação social locais, cidadãos profissionais de saúde e os leitores em geral.

          Desde já, seria importante obter da Administração Regional de Saúde respostas, tão esclarecedoras quanto possível, às seguintes questões:
          - Porto de Mós já pertence a algum agrupamento de Centros de Saúde? Se não, a que agrupamento está previsto pertencer e onde ficará instalado o órgão de gestão do agrupamento?
          - Porto de Mós já tem alguma USF- Unidade de Saúde Familiar ? Se não, qual o número de USF previstas para o concelho e que freguesias têm mais probabilidade de as receber.
          - Com a entrada em funcionamento das USF, qual o destino das Extensões de Saúde instaladas em todas as sedes de freguesia? Vão coexistir com as USF ou serão gradualmente desactivadas?
          - Neste contexto, que viabilidade terá futuramente a novíssima extensão de saúde da freguesia de Serro Ventoso e a construção - reclamada pelos autarcas e população - de novas instalações de saúde nas freguesias de Mendiga, Juncal e Alqueidão da Serra?

          Acrescentamos que estas perguntas já foram endereçadas por duas vezes (13 e 18 de Fevereiro) à ARS do centro mas que, até ao momento, não obtiveram qualquer resposta. Este facto, contudo, não deverá evitar que o debate seja feito.

publicado por Joga às 00:01

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2 comentários:
De Ana Narciso a 22 de Março de 2008 às 21:53
Se bem percebi , as USF apostam numa gestão diferente para os cuidados de saúde de proximidade. Exige engenho , arte e sobretudo que o Ministério da Saúde pague em tempo devido a quem deve.
De Anónimo a 20 de Março de 2008 às 23:33
Joca, o problema é que a maior parte do politicos que temos na nossa praça, até jogam bem, ( Mas a bola é que atrapalha ) porque o dinheiro chega lhe às maos com pouco ou nenhum esforço e então é esbanjar de maneira que não se percam as próximas eleições. E decidir é que não é com eles. O que se passa na instalação dos equipamentos de saúde é uma vergonha para quem nestes anos teve oportunidade para decidir e não o fez e agora esta especie de equipa que está na camara continua na mesma.
Sou natural da Mendiga, tenho alguma " inveja" do que está a ser feito em Serro Ventoso, mas acho que o Presidente da Junta fez muito bem. Já que não decidiam nada, deixou os a falar sozinhos e fez a construção do centro de saúde com espaço e condições.
Aqui na Mendiga, no Juncal ou Alqueidão continuamos dependentes de que os iluminados e parados autarcas que temos nos paços do concelho decidam nada.
O problema do nosso concelho é falta de massa " mas cinzenta ".
Perfilem-se, aprumem-se porque daqui a ano e meio, la os teremos todos a bica para mais um " emprego ".
Gostam tanto do seu concelho ... e do umbigo tambem ...

Colocamo los lá, agora teremos que esperar pela nova geração ...

Eu só estou a apostar nos meninos do Jardim de Infância , nos da primária começa a ser arriscado...

António

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