Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

Alcaria no mapa da confusão

 

          Declarações públicas do presidente da Câmara e do comandante dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós acerca das futuras atribuições da helipista de Alcaria em detrimento de infra-estrutura idêntica sedeada em Pernes, distrito de Santarém, estão a provocar uma “certa estranheza” no distrito vizinho.

          Fonte próxima do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém mostrou-se surpreendida com o teor de declarações dos responsáveis pela protecção civil municipal ao jornal "O Portomosense", estranhando que Porto de Mós queira obter um meio aéreo para Alcaria à custa do helicóptero baseado sazonalmente em Pernes. Segundo este operacional, Alcaria e Pernes não são concorrentes mas, quanto muito, complementares já que as duas localidades distam cerca de 30 km uma da outra e, por isso, situam-se perto do limite de operação de um helicóptero ligeiro. Este profissional convida os responsáveis pela protecção civil de Porto de Mós a apresentarem argumentos de natureza tecnico-operacional que suportem a  eventual construção de uma base logística em Alcaria e esclarece que estas  infra-estruturas devem ser instaladas em local com boas acessibilidades e com capacidade para acolher uma "Coluna Nacional" composta tipicamente por 30 veículos e 150 homens. É de salientar que Pernes não possui nenhuma base logística e que Santarém tem uma infra-estrutura desta natureza em Constância, num local amplo com acessos privilegiados por estrada ou auto-estrada.

          Helicópteros em terra, confusão no ar. Aparentemente estão a ser cometidos “erros de comunicação” na utilização de conceitos operacionais o que poderá dificultar a definição e concertação entre municípios das medidas a implementar para a prevenção de fogos florestais, para além de não esclarecer a opinião pública.

publicado por Joga às 20:16

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1 comentário:
De Nuno Oliveira a 5 de Janeiro de 2007 às 20:44
Também não me parece correcto que a reformulação e criação de condições em Alcaria, para sedear meios de apoio aos bombeiros, passe por retirar para este local. o heli ligeiro sedeado em Pernes.
Pelo que li no Portomosense, a intenção é criar condições para colocar no local os GIPS da GNR e o Exercito. Neste cenário o que faria sentido era a permanência de um Heli Pesado.
Se se tiver ainda em conta ainda o "belissimo" trabalho que o Heli ligeiro fez nos incêndios de Agosto (ao fim de várias horas a operar num local, acabou por ter um resultado prático praticamente nulo, pois o fogo continuou descontrolado e não circunscrito, não conseguindo os bombeiros aproveitar nada dessa preciosa ajuda), poderá deprender-se que o mesmo só serviu para gastar dinheiro público. Era preferivel nem sequer ter levantado voo.

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