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Sábado, 29 de Julho de 2006

A batalha de S. Jorge

          O projecto de turismo cultural proposto pela Fundação Batalha de Aljubarrota (FBA) para o campo militar de S. Jorge e zona envolvente é, ao mesmo tempo, motivo de apreensão e uma oportunidade de desenvolvimento local.

          Ao contrário do anterior presidente do município que era um “facilitador” da iniciativa da Fundação em detrimento do interesse dos habitantes de S. Jorge, o actual presidente já demarcou de forma bem diferente o seu campo da actuação. Escutando a Comissão de Moradores, chamando para o acompanhar na mesa de negociações o presidente da Junta de Freguesia da Calvaria, recusando a proposta de protocolo de cooperação da FBA por considerar que é lesiva dos interesses do concelho e anunciando que poderá faltar às cerimónias militares do 14 de Agosto, João Salgueiro colocou-se do lado certo do problema ganhando peso negocial na defesa dos interesses do município e o respeito dos concidadãos pelo exercício do seu mandato. Pelo contrário, a abstenção de três vereadores na votação da recusa do protocolo proposto ao município significa que aqueles vereadores não querem apoiar esta negociação pelo lado da defesa dos seus eleitores e conterrâneos. Este significado político não pode ser menosprezado.

          Tendo como pano de fundo a preservação da memória colectiva da batalha de Aljubarrota, acontecimento histórico de singular importância, este projecto é acima de tudo um grande investimento no turismo cultural sonhado pelo milionário António Champalimaud. Mas tentar apagar 620 anos de vida que passou naquele local para lhe restituir a “pureza original” do dia 14 de Agosto de 1385 é uma visão, no mínimo, discutível e não estará por certo no espírito dos donos do empreendimento. No século XXI há uma outra vida que povoa o espaço físico da célebre batalha e que faz daquele local, um pouco do Portugal que a peleja de 1385 ajudou a construir. Há sobretudo o direito secular de duzentos proprietários dos terrenos, de S. Jorge inteiro, que interessa salvaguardar e também o impulso que este projecto pode dar ao turismo de Porto de Mós. Mas, romantismos ou nacionalismos à parte, trata-se de um investimento privado e estamos a falar, acima de tudo, de um negócio.

           E não há negócio sem negociações.

          Estamos, pois, num momento de reflexão propício ao desenho de novos alinhamentos negociais nesta batalha de S. Jorge pelo desenvolvimento sustentado, com um episódio da história de Portugal como pretexto.

publicado por Joga às 12:55

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2 comentários:
De bombeiro a 4 de Agosto de 2006 às 11:42
então isto não aquece, ou o pessoal está todo de férias?
cordiais saudações taurinas...
De Anónimo a 31 de Julho de 2006 às 17:45
Primeiro que tudo, penso que seria fundamental a Câmara Municipal de Porto de Mós ter um representante na administração ou no conselho de curadores da Fundação Batalha de Aljubarrota. Tal facto seria geradora de confiança pois seria prova de que a Fundação pretendia criar um empreendimento de turismo cultural de mão dadas com a população local e não contra ela.
Depois, a Câmara deveria aproveitar este empreendimento e colocar no mesmo pacote de oferta turística a visita ao Castelo da vila com animação apropriada. Não sei se a estrada romana de Alqueidão da Serra foi, como dizem, uma via de passagem das tropas do Condestável. Se assim fosse, aquele seria mais um local no nosso concelho que poderia fazer parte do roteiro à volta da Batalha de Aljubarrota, para além da lenda da Padeira no concelho de Alcobaça e do mosteiro de Sta Maria da Vitória na vila da Batalha que competirá aos municípios vizinhos gerir.
A Câmara deve salvaguardar os interesses legítimos dos proprietários dos terrenos na chamada Zona Especial de Protecção mas não deve entrar, como é evidente, na negociação em concreto de cada proprietário com a administração da Fundação. Esse é um acto voluntário que decorre da livre iniciativa individual. Mas no processo negocial, não deve haver transigência face a qualquer proposta velada ou concreta de assalto ao nosso património individual e colectivo.
A Junta Freguesia da Calvaria deve ter benefícios directos com este empreendimento pelo simples facto de ser a primeira entidade com jurisdição administrativa sobre S. Jorge.

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