Intervenção cívica. Pela PALAVRA livre e responsável, com Porto de Mós como pano de fundo.

NOTÍCIAS porto de mós

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Uma flor na lapela

          Apesar de uma aparente quietude primaveril, começam a esboçar-se alguns contornos da estratégia político-partidária para o confronto eleitoral autárquico. Como em qualquer festa popular em que os organizadores se desdobram discretamente nos preparativos, este é o tempo de preparar a festa da democracia local.

 

          No XII Congresso da Federação Distrital do PS, em Novembro passado, ficamos a saber que este partido apoia de novo Salgueiro como candidato. De resto, a lista do PS parece já estar alinhavada tendo Albino Januário assegurado aparentemente o lugar de “alter-ego” de Salgueiro. Só a Lei da Paridade poderá trazer alguma novidade estando em causa a posição de Jorge Cardoso e eventualmente o lugar de Rui Neves que dependerá do resultado eleitoral se for o quarto elemento da lista. O PSD anda a auscultar a sociedade civil pelas freguesias convidando os munícipes a participar na construção de uma alternativa de poder credível. Não anunciou ainda o candidato a presidente da Câmara e, menos ainda, qualquer nome da lista eleitoral. Antonieta Mariano, do CDS, já anunciou que não se candidatará mas que está disponível para participar numa solução mais ampla, piscando o olho a uma eventual coligação. Quanto à CDU, espera-se uma participação militante e autónoma, como de costume.

          Ao fim de quase quatro anos de mandato, o executivo de Salgueiro está esgotado de soluções e ideias, embrenhado em contradições constantes de discurso, indignas das funções públicas que o povo lhe confiou. Porque procura resolver os problemas usando a mesma forma de pensar que os criou, este executivo caiu no imobilismo, sem visão para ler e saber resolver, no devido tempo, os actuais e os antigos problemas da nossa terra. Em termos eleitorais irão, como sempre, inaugurar algumas obras de fachada de oportunidade duvidosa, pagas com os recursos de todos, como trunfos eleitorais e esperar por algumas propostas da oposição como inspiração para o seu próprio caderno de novas promessas. Cada vez mais, parece-nos, o PS de Porto de Mós é o partido de um homem só e do seu “alter-ego”, estando completamente desbaratado todo o capital de competência, de seriedade e de solidariedade com a comunidade portomosense.

          A actual estrutura do PSD local parece-nos estar a fazer o trabalho da formiga da história de La Fontaine mas tem ainda um longo caminho a percorrer na coesão interna, na continuação do diálogo com a sociedade portomosense, na apresentação de soluções concretas para problemas antigos, na elaboração de uma visão mobilizadora para o futuro do nosso concelho e na apresentação de um rosto com peso político acompanhado por uma equipa de elevado potencial humano.

          Aproxima-se o tempo do exercício formal da democracia, altura propícia para provocar novos equilíbrios politico-sociais, solucionar, por via disso, alguns problemas, e, apesar da crise em que estamos mergulhados, abrir uma nova janela de esperança para o nosso futuro colectivo. O voto mais do que uma arma, é uma flor na lapela, um sorriso nos lábios, um brilhozinho nos olhos e um palpitar de coração… pela nossa terra.

publicado por Joga às 00:01

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10 comentários:
De Pedro Oliveira a 1 de Abril de 2009 às 17:47
Muito interessante a reacção do "povo" ao texto de hoje no Vforte.
abraço
De a.menano a 29 de Março de 2009 às 20:51
O Sr. engenheiro electrotécnico é consultor do PSD?
Tirou pós-graduação em aerogeradores em que faculdade?
É lamentável esta farsa "queiroziana" em que se está envolver com o PSD.O povo, ao contrário de si, tem memória.Ser catavento politico não o dignifica a si nem a quem lhe dá guarida.
Mais um post cheio de trabalho de investigação...
De Joga a 30 de Março de 2009 às 03:01
Caro amigo
Obrigado pelo seu comentário. Por mais que eu ache que a minha pessoa não tem qualquer relevância para os assuntos que vou tratando por aqui, o meu caro prefere eleger-me como o seu alvo satírico. Muito bem, está no seu direito, e agradeço por isso já que também aprecio esse género literário.
Cumprimentos
De a.menano a 1 de Abril de 2009 às 14:11
Ainda bem que gosta.O que eu não gosto é de hipócritas como é o seu caso.Á pala do seu pseudo interesse pelo concelho, lá vai fazendo publicidade pessoal, olhe que pode ser acusado de publicidade enganosa.Quanto vai custar aos portomosenses aquela página de graxa no nossso pasquim?
Todos sabemos que não há lanches grátis....
De Joga a 1 de Abril de 2009 às 14:42
Bom, não vou estar sempre a agradecer a sua participação. Dou-lhe apenas as boas-vindas pois é com prazer que leio os seus comentários. Depois desta nota pessoal, gostaria informá-lo que a melhor pessoa para curar as suas incompreensíveis "dores de cotovelo", incómodo ou mesmo raiva pessoal, não é neunhum médico mas apenas... o director do jornal local. Peça-lhe esclarecimentos. Pelo que costumo ler, até existe lá uma secção de "Correio dos Leitores".
Quanto a mim, fique tranquilo que não sou nenhum papão nem papista. Não aceito almoços grátis nem tão pouco lanches, mas pago-lhe de bom grado um descafainado só pelo convívio e também... por causa dos nervos.
Cumprimentos
De Ana Narciso a 28 de Março de 2009 às 16:32
As pessoas que constituem os Partidos foram educadas(?) e forjadas nos mesmos foruns civicos e sociais dos que estão nos partidos políticos. Não são tão diferentes assim.Não me convencem de que os " Santos " estão fora dos partidos e os safados se concentram mais nas organizações partidárias. Não , não vou por aí.
Há sim um trabalho a fazer dentro das estruturas partidárias que premeie os mais capazes e não os que se vergam ao chefe . É interessante observar , como estas plataformas cívicas , depois pedem apoio às estruturas partidárias para apoiar este ou aquele m movimento " apartidário" !!. Um bom exemplo de intervenção cívica e autónoma foi protagonizada em Lisboa por Helena Roseta que assumiu as despesas da campanha com um empréstimo bancáro que ainda está a pagar!Mas é independente de quê esta cidadã? A estrutura deste moviemnto sera taõ diferente e tão distante das estruturas partidárias'? Ou limita-se a copiar o que aprendeu em todas as estururas partiárias onde já foi militante?
De Gualdino a 29 de Março de 2009 às 19:19
Não creio que a "visão" de um comum cidadão esteja tão moldada como a de alguém pertencente a um partido político. Esse simples facto pode ser o suficiente para fazer a diferença. Em relação a santos e a safados sei que os há dentro e fora dos partidos - só é pena é que não se oiça falar de santos...
Quando diz que há "um trabalho a fazer dentro das estruturas partidárias", pensei que falasse no rejuvenescimento das mesmas, já que premiar os mais capazes e os que não se vergam ao chefe é, neste país, algo raramente visto, pois quem se mostra mais capaz é visto como uma ameaça e quem não se verga ao chefe é um opositor e tem de ser corrido.
Infelizmente os movimentos independentes sofrem desse mal. Para conseguirem estarem em pé de igualdade com os partidos ou se aliam a um ou recorrem a grandes empréstimos.
De Ana Narciso a 30 de Março de 2009 às 17:11
Gualdino , afinal concorda comigo; os que estão fora ou dentro não são tão diferentes assim.
De Maria Antonieta a 26 de Março de 2009 às 20:58
Antonieta Mariano, do CDS, já anunciou que não se candidatará mas que está disponível para participar numa solução mais ampla, piscando o olho a uma eventual coligação
Meu caro amigo, O CDS vai a votos sozinho.
Sem coligações.
Assim clarinho como a água.
O CDS estaria disposto apenas a fazer parte de uma plataforma alargada independente incluindo movimentos cívis. Em suma uma grande plataforma com umprojecto para o concelho que fosse galvanizador.
Coligações á esquerda ou á direita não.
O CDS irá portanto apresentar candidatura sozinho.
De Gualdino a 28 de Março de 2009 às 11:11
Gostei particularmente do último parágrafo.
Sou da opinião que um movimento independente seria a melhor solução para o concelho.
Já se viu que as guerras entre os partidos não levam Porto de Mós a lado nenhum.
Os que estão no poder não sabem governar e os que querem chegar ao poder não sabem criticar; e quando lhes é dada a oportunidade fazem o mesmo que o executivo anterior.

Enfim... tudo pelo bem e desenvolvimento do nosso tão amado concelho.

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