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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Natal social

          Este é o tempo da partilha de sonhos, da expressão de bons sentimentos e da oferta de presentes. E é nesta quadra que a acuidade da exclusão social e da nova pobreza surge, persistente, a interpelar a consciência cívica de qualquer cidadão. Este é, por isso, o tempo de lançar um olhar às respostas da Rede Social e de apelar por um modelo de governação municipal mais solidário.

 
          Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística publicados esta semana e referentes a 2007, as famílias com dois adultos e três ou mais crianças apresentam um risco de pobreza de 43 por cento. Os idosos com mais de 65 anos a viverem sozinhos apresentam um risco de pobreza de 37 por cento. Já na população desempregada o risco de pobreza é de 32 por cento. Mas a crise na economia real está, todos os dias, a fazer novas vítimas e a criar novos pobres. Reflexo disso é o recurso de muitos cidadãos da classe média aos bancos alimentares contra a fome, por terem um rendimento disponível por adulto inferior a 379 euros mensais.
          A resposta que a Rede Social (criada por Resolução do Conselho de Ministros) do nosso concelho está a dar à crise, é uma verdadeira incógnita, não sendo do conhecimento público nenhuma actividade para além do ciclo de conferências ”Encontros e Saberes” que co-patrocina. Já nas políticas públicas municipais não há nem uma sombra de sensibilidade para uma governação com pendor social, de combate a esta nova pobreza e de solidariedade com os munícipes mais vulneráveis. Pelo contrário, o nosso município está a contrair empréstimos para investimentos não produtivos e a deixar à sua sorte os cidadãos em dificuldades carregando-os com todo o tipo de taxas, tarifas e impostos municipais.
          Vivemos num período de pré-emergência social e Porto de Mós parece dormir o sono da avestruz, talvez a contar com a tradicional e piedosa caridade individual, que não resolve, mas alimenta, as situações de pobreza. Como é óbvio, o Estado e a Administração Local têm outras responsabilidades para com os cidadãos e para com a sociedade em crise, seja qual for o prisma ideológico pelo qual se olha para o problema.
          Já os políticos locais, de leve consciência social, poderão argumentar que este não é um problema do executivo municipal mas da Segurança Social. Trata-se, contudo, de um problema com responsabilidades partilhadas onde Juntas de Freguesia e Câmara Municipal têm um papel bem definido na Rede Social, nos termos e no espírito do Decreto-Lei nº 115/2006 que cria as Redes Sociais de combate à pobreza e à exclusão social.
          Se, como diz o rifão, Natal é quando um homem quiser, então que em Porto de Mós comece hoje o Natal… social.
publicado por Joga às 00:01

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3 comentários:
De Ana Narciso a 31 de Dezembro de 2008 às 13:33
2009 vai ser um ano decisivo a vários níveis e todos não somos demais para que a normalidade da vida democrática deste País e deste Município volte a dar brilho e intensidade aos nossos dias cada vez mais cinzentos e cada vez mais deprimidos. Hoje que seja a excepção que nos falta.
Tchim!tchim !Saúde!!
De Joga a 31 de Dezembro de 2008 às 15:20
Agradeço e retribuo votos efusivos de Feliz Ano Novo.
Tchim!tchim !Saúde!!
De Fernando Matos a 26 de Dezembro de 2008 às 12:52
Ao ler este artigo,recordei de imediato a prenda que o Sr.Presidente da Câmara deu as crianças do nosso concelho.
Um verdadeiro exemplo daquilo que pensa sobre este assunto, ou seja,nada.
Numa época de Natal ,uma Câmara oferecer PISTOLAS,só se fôr para despertar nas crianças,o desejo para serem uma espécie de Bill the Kid.
Não acha que o assunto que traz para a reflexão,não tem nada a ver com caça e pesca, ou para o super-vereador(com esse pelouro) o que importa é o seu Benfica ter passado o Natal em 1º lugar?
É um assunto a que se responde "já estamos a tratar disso.
Passe por cá um dia destes que vai ver que está resolvido"
São as frases que mais se ouvem naqueles corredores.

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