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NOTÍCIAS porto de mós

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Notas soltas

 

           Depois da “aventura” por terras de Angola onde fui fundar o grupo de repórteres de imagem da TV Zimbo, volto a ouvir, com prazer, o sino da torre de uma das muitas igrejas do nosso querido concelho. Mas não deixa de incomodar o meu ouvido, o persistente badalar de algumas notas soltas e desafinadas.
 
          O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, em S. Jorge, é um equipamento cultural de nível internacional que poderá, a prazo, fazer muito pelo turismo no nosso concelho e pela freguesia da Calvaria. Mas o cheiro a pocilga que encontrei à entrada do Campo Militar e esta placa de boas vindas da Câmara Municipal teimam em puxar o visitante para a realidade mais retrograda da nossa terra. Os suínos poderão não ter outro sítio para onde ir, mas a placa ficaria bem melhor à entrada de um estaleiro de obras ou de uma qualquer pedreira, tamanho é o alto nível de improviso e de mau gosto que ela revela.
 
 Vereador Rui Neves (foto Região de Leiria)         O blogue dos "Pequenos Jornalistas" do Jardim de Infância da Tremoceira encerrou a actividade, como sabemos. Agora, surge a notícia que aquela ideia está a fazer o seu caminho e os Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós acabam de criar um blogue conjunto chamado “estórias com história”.
          Rui Neves, o Vereador da Educação da Câmara Municipal de Porto de Mós, não se livra, ainda assim, de ter uma apreciação negativa do Jornal “Região de Leiria”:
          “Independentemente de outras razões que possam estar na origem da falta de apoio, não faz sentido deixar cair projectos de cooperação num jardim de infância só porque não existe acesso à internet através de banda larga. Algo que hoje em dia nem é complicado nem oneroso.”
 
Ana Paula Noivo na AM (Foto Região de Leiria)          Ana Paula Noivo, a autarca socialista de Mira de Aire terá desabafado na última Assembleia Municipal que anda cansada de esperar pois há 20 anos que está a ser prometida a Casa da Cultura aos mirenses e felicita o executivo municipal por (mesmo em tempo de crise generalizada e de carências básicas noutras freguesias do concelho), se dar ao “luxo” de avançar definitivamente com esta despesa completamente improdutiva de 6,2 milhões de euros.
          Curiosamente, 6,2 milhões de euros será aproximadamente a verba que renderá o Parque Eólico do Alqueidão da Serra nos 20 anos de contrato de exploração, mas, ao contrário da feliz autarca mirense, a população do Alqueidão poderá ficar sem o seu justo e prometido rendimento e esperar eternamente pela satisfação de algumas das suas necessidades básicas. Para cumprir esta promessa, Salgueiro nem necessitaria de recorrer a empréstimos bancários.
 
João Salgueiro (Foto O Portomosense)          Diz O Portomosense que o proto-candidato socialista à nossa Câmara Municipal está em desacordo com a Federação Distrital do PS quanto a duas directivas programáticas para as próximas eleições autárquicas (baixa do IRS e diminuição do prazo de licenciamento das obras particulares). A argumentação que Salgueiro sustenta é fraquinha, fraquinha, mas um homem com poder tem sempre razão. E o poder é o que pretende de novo o proto-candidato do PS, embora seja cada vez mais avesso a celebrar compromissos… até com os próprios correlegionários. Salgueiro acolhe, contudo, com simpatia, a ideia de atribuir um cheque de 2.500 euros aos pais de cada recém-nascido porque considera que o apoio à natalidade é uma medida "sensata e razoável", para combater o envelhecimento da população do concelho. Ora aqui está uma justificação básica mas enganadora. Para combater o envelhecimento da população não basta que nasçam crianças, é fundamental fixar as pessoas com outro tipo de medidas tais como a revisão do PDM, (não é, senhor presidente?...) a diminuição dos impostos, a eficiência da máquina administrativa municipal ao serviço dos cidadãos, discriminação positiva das famílias numerosas... Não é pelo facto das crianças nascerem numa maternidades que passam a viver lá até à velhice. Mas a ideia é gira, fantástica até, sobretudo porque o cheque de apoio à natalidade tem de ser gasto no comércio local! Valha-me Deus.
 

         São estas as notas, negativamente desafinadas, dos tontos desígnios e cega visão dos nossos dirigentes autárquicos... Não há dúvida, regressei a casa.

publicado por Joga às 00:01

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2 comentários:
De Joga a 19 de Dezembro de 2008 às 22:30
ERREI.
A verba resultante da renda do Porque Eólico de Alqueidão da Serra pelo período de 20 anos não se cifra em cerca de 6,2 milhões de Euros mas em cerca de 2,5 milhões. Com valores desta ordem de grandeza, ganha ainda maior aquidade a observação publicada. Pelo lapso, peço desculpa aos nossos leitores.
JoGa

De Pedro Oliveira a 11 de Dezembro de 2008 às 09:16
Bem-vindo meu caro,

É com satisfação que vejo que o teu espirito critico e certeiro continua em alta e que não ficou pelas terras de JES (estas iniciais dizem-me alguma coisa,são as mesmas do Presidente da "Minha" AAC...).
Relembrando uma célebre frase, "para amar é preciso conhecer", diria que "para fazer,BEM, é preciso saber".
Abraço

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