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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Até à vista, S. Pedro!

          Terminou, como de costume, mais uma edição das Festas de Verão da sede do concelho. Se o local das festas é propício aos mais variados encontros e desencontros, tem sido também no S. Pedro que se tem perspectivado um pouco o futuro politico do nosso concelho.

          Se este ano não fugiu à regra, os cerca de 365 dias que faltam para a edição das Festas do próximo ano, vão ser testemunhas da definição de realinhamentos políticos, acordos e cisões com vista às eleições autárquicas de 2009. E, estando tudo em aberto, começam a delinear-se, ainda que timidamente, alguns traços das diferentes estratégias.
          Certo, certo, e por agora, parece ser a recandidatura de Salgueiro a mais um mandato. Mesmo para alguns dos seus opositores, Salgueira fará em 2009 um passeio triunfal pelos corredores dos Paços do Concelho até à cadeira da presidência para voltar a ocupar o seu actual lugar. 
          Na realidade, o PSD local parece estar a abandonar à sua sorte o eleitorado que é sociologicamente seu aliado (e maioritário no concelho, até prova em contrário), por falta de liderança local e de inteligente e persistente oposição política ao executivo municipal.
          Quanto ao partido socialista, por falta de uma “cultura de poder”, é pouco mais que um farrapo com desentendimentos internos diversos e desmotivação política crescente. PS em Porto de Mós, é cada vez mais sinónimo de Partido Salgueirista cujo líder procura criar, através do exercício do poder municipal, a sua própria clientela eleitoral numa boa franja do PSD tradicionalista ou nos socialistas-por-conveniência. 
          Mas o “passeio triunfal” de Salgueiro terá algumas pedras soltas no caminho e a questão eólica pode ser, neste contexto, um elemento fracturante na política local. Começou no Alqueidão e parece estar a alastrar lenta e silenciosamente para algumas freguesias serranas como Alcaria, por exemplo. A Câmara, por pura leviandade e falta de solidariedade com as freguesias que iriam acolher esta indústria, deixou de ser relevante no processo de negociação das rendas dos Parques Eólicos a instalar nos terrenos baldios dessas freguesias e agora limita-se a licenciar as futuras unidades de produção de energia e a cobrar “o seu preço” pelo licenciamento. Politicamente esta questão é relevante. Como é relevante, o processo dos 2,5% que opõe a Câmara à Junta do Alqueidão. Não é uma questão pacífica, mas se uma corrente do PSD concelhio admitiu há cerca de dois anos, em privado, o erro estratégico cometido por José Ferreira nesta questão e apontava como hipótese de solução a divisão equitativa daquela percentagem, tese que vemos agora aflorada nos jornais também por João Salgueiro, porque será então que não há um acordo pré-judicial?
          Sabemos a resposta. Ela será óbvia nas próximas Festas de Verão.
          Até à vista, S. Pedro!

publicado por Joga às 00:01

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1 comentário:
De Barbichasecompanhia a 18 de Julho de 2008 às 00:11
Ó Joãozinho o nosso barbichasecompanhia está á espera de chegarmos perto das eleições para dizer que quer chegar a um acordo.
Mas atenção desde que ele cortou a barbicha que anda mais meigo, já não arranha tanto.
Vai-me visitar.
http://barbichasecompanhia.blogspot.com/
Eu coloquei o teu blog na minha lista se não quiseres depois deixa recado.
MS

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