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NOTÍCIAS porto de mós

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

O pelouro da energia

           Nesta terra de oportunidades alternativas que o vento traz, a energia é um bem decisivo para o nosso desenvolvimento económico e social. O aumento dos custos associados ao consumo de energia e o seu impacto negativo no meio ambiente deveria levar o nosso município a prestar uma atenção especial ao uso eficiente deste bem, estabelecendo uma política energética consequente. A criação do pelouro da energia seria um sinal positivo dessa nova política.Parque Eólico de Alqueidão da Serra

          A existência de mais de duas dezenas de agências municipais ou regionais de energia no país, é bem o sinal da relevância do sector energético no desenvolvimento local. Curiosamente, ou talvez não, a ENERDURA - Agência Regional de Energia da Alta Estremadura, com sede em Leiria, é das poucas que não tem um sítio na internet. Outras agências há, como a ENERGAIA - Agência de Energia de Gaia, que pensam e agem na área da energia através da informação que prestam aos munícipes usando a internet como veículo.
          Independentemente da falta de uma política energética para o nosso concelho, os cidadãos têm o direito de obter respostas às dúvidas sobre o eventual licenciamento necessário para instalar painéis solares em suas casas, ou sobre o abastecimento de gás natural ou ainda sobre eventuais incentivos para a instalação de unidades de micro-geração, por exemplo.

          Assumindo a sua função de defesa do consumidor, a DECO enviou em Abril de 2007 à Câmara de Porto de Mós, como a todas as Câmaras do país, um inquérito sobre a gestão energética das autarquias, mas não obteve qualquer resposta do nosso município. E no entanto, valeria a pena tentar responder àquele inquérito quanto mais não fosse pela reflexão que a formulação das respostas exigiria aos nossos responsáveis autárquicos.

          Com a criação do pelouro da energia ou sem ele, com as respostas ao inquérito ou em silêncio táctico, a caracterização energética do nosso concelho é o primeiro passo para o desenho de uma política de gestão sustentável da energia e um pilar do nosso desenvolvimento local.

 

                 Como é gerida a energia no nosso concelho?

          É este o inquérito que a associação de defesa do consumidor enviou para a nossa autarquia e não obteve resposta:

CONSUMOS E PRODUÇÃO

     Consumos de energia:
            - Por sector de actividade
            - Em edifícios públicos
            - Por tipo de combustível

     Combustíveis usados na frota municipal

     Energias renováveis:
            - Para produzir água quente nos equipamentos municipais
            - Para produzir electricidade

GESTÃO
     Licenciamentos térmico de edifícios:
            - O município acompanha a aplicação dos novos regulamentos (
RCCTE e RSECE)?

     Instalação de painéis solares:
            - Existe incentivo financeiro para os munícipes?
            - É necessário licenciamento prévio?

     Gestão dos equipamentos municipais:
            - Edificios e equipamentos
                   
Estruturas auditadas no último ano.
                    Âmbito dos investimentos a serem executados num futuro próximo.

            - Iluminação pública
                   
Peso no orçamento energético anual
                    Ano da última auditoria energética
                    Planos para melhorar a eficiência

INFORMAÇÃO AO PÚBLICO
    
Consumo de energia e eficiência energética:
            - Acções em desenvolvimento ou já terminadas
            - Acções previstas

     Projectos para promover a eficiência energética

ENERGIAS
     Postos de GPL disponíveis ao público:

            - Designação do posto e morada

     Freguesias abastecidas por gás natural, total ou parcialmente

     Instalações de micro-geração

publicado por Joga às 00:02

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2 comentários:
De corrente a 2 de Maio de 2008 às 19:46
Toda esta trapalhada só pode ter uma solução, e parece-me que começou agora a ser preocupação dos cabeças pensantes deste pequeno feudo, descubriram que políticos a sério só mesmo eles e mais ninguém, vai daí dar cavaco às modernices nem pensar, isto porque olharam para trás e não viram ninguém a não ser os que eles já deram a mão e os trairam, senão vejamos.
A partir de agora existem sempre duas ou mais listas a concorrer aos tachos, isto porque uma é dos que lá estão institucionalizados e a outra é dos que foram corridos pelos institucionalizados e que agora querem correr com estes.
Assim não vamos a lado nenhum.
Quatro mandatos sendo que no último desses mandatos obrigatóriamente as pessoas eleitas teriam de se retirar. onde é que isso acontece em Portugal.
As estrutura partidárias deveriam legislar nesse sentido, para darem então o tal interesse perdido aos jovens e de que tanto se admiram de não estarem na política activa.
Podera, eu se fosse jovem agora mandáva-os bardamerda e emigrava.
O que faz falta é o intercâmbio com as Escolas( todas elas do grau mais baixo ao mais alto). com os alunos , com as matérias e a forma como elas são apreendidas e administradas.
Pois o que interessa ser Egenheiro do Ambiente se tenho de ir apanhar fruta para Espanha, para sobreviver numa terra em que o feitor é pedreiro e tem como lacaios e assessores, alfaites que ainda por cima são um surdo e o outro mudo e mais outro ainda cego, assim não há paxorra, como tal não se repondeu.
E como se diz num comentário nem dá lucro nem prejuizo, mas demostra falte de ética, aliás por esperimentem escrever para uma Câmara e vejam se obtém reposta, funcionam todas assim, está tudo acima da lei, logo para quê perder tempo com esses inúteis munícipes ou com outros com a mania de quererem saber o que eu próprio não sei.
De Joga a 15 de Março de 2008 às 23:49
Um problema técnico, obrigou-nos a reeditar este post. Pedindo desculpa pelo inconveniente, eram estes os comentários que acompanhavam o post:

Comentários

Nuno matos disse a Thu, 28 Feb 2008 23:18:05 GMT:
Infelizmente mais do mesmo: quanto menos informação melhor! Cidadão...
Infelizmente mais do mesmo: quanto menos informação melhor! Cidadão informado pode causar problemas...
Quanto ao inquérito, em minha opinião, se não responderam foi para poupar dinheiro. Senão vejamos:
- inquérito dividido em 4 partes, logo ~era necessário pagar a 4 especialistas de cada área;
- enviar pelo correio obrigava a gastar um envelope e a pagar o respectivo selo, sem falar na tinta e no tempo para preencher o envelope;
- enviar por email exigia a presença de um técnico informático.

Analisando bem as coisas poupou-se dinheiro, não se gastou tinta ou papel protegendo-se a natureza.
Ainda bem que ELES pensam em tudo! O que seria de NÓS?!
____________________

Ricardo jorge almeida gomes disse a Fri, 07 Mar 2008 00:15:24 GMT:
Não, não há necessidade de criar tal pelouro. Já há muito "job fo...
Não, não há necessidade de criar tal pelouro. Já há muito "job for the boy's" na função pública não será necessário carregar mais o orçamento. A primeira parte do inquérito " consumos e produção" já deveria ser há muito conhecimento a ter em conta no municipio, a titulo meramente informativo, este é o tipo de informação que pode ser dada ao municipe através do jornal, site ou rádio locais. Quanto ao recurso a energias renováveis, sáo estratégias que já deveriam estar a ser debatidos, há empresas do género que vendem esses serviços e existem uns meninos na assembleia, que podem discutir a melhor proposta ( meus amigos a assembleia não existe unicamente para guerras pessoais ou de cores politica, ocasionalmente tem de defender a região e os respectivos cidadões ). Os novos regulamentos são problemas do projectista, secalhar o custo vai ser um pouco mais elevado, pois o processo do modelo de cálculo é bastante mais moroso, a camara como dono de obra terá de conhecer o processo para uma melhor "fiscalização" e conhecimento. A gestão dos edificios e iluminação pública, sempre existiu secalhar o que se pede é um melhor controlo por parte do pelouro já existente e um maior afinco dos responsáveis em questão. Já a informação ao público é uma falha a nivel nacional esperamos que com o tempo as nossos governadores e legisladores se apercebam que todo o povo também tem boca, ouvidos, direitos, deveres e cérebro. Sinceramente, não me parece necessário tal pelouro.

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