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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

A nossa batalha

          A valorização do legado cultural que é o Campo Militar de São Jorge constitui mais uma óptima oportunidade para impulsionar o turismo no nosso concelho. A sociedade civil apresenta projectos concretos mas os organismos públicos, autarquias incluídas, parece não serem capazes de vencer uma certa inércia.

13 a 15 de Junho

Recriação da Batalha de Aljubarrota

          Segundo Rogério Maciel, da organização do evento, a "Batalha Medieval 1385" tem como “conceito mobilizador a memória histórica e cultural de Portugal e a sua expressão nos finais do Século XIV. Durante o evento haverá diversas actividades de animação, como sejam as artes performáticas, a música itinerante, um grande mercado etnográfico, e, é claro!, demonstrações históricas, como sejam um torneio equestre medieval, falcoaria, o simulacro da Batalha de Aljubarrota e outros eventos em que o próprio público poderá participar (tiro com arco, danças tradicionais, oficinas musicais, entre outros)."  Rogério Maciel adianta ainda que esta actividade, inicialmente prevista para o Campo Militar de S. Jorge, só se vai realizar na vila da Batalha pelo facto do Campo Militar se encontrar em obras. Os organizadores contam com o apoio da Câmara da Batalha, Fundação Batalha de Aljubarrota e outras entidades e empresas que colaboram na iniciativa ao abrigo da lei do mecenato.
          Para Porto de Mós, a
"Passado Vivo" tem prevista "a possibilidade de fazer duas pequenas feiras medievais na baixa comercial da vila", uma este ano e outra provavelmente em 2009.

          A Fundação Batalha de Aljubarrota e a Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal CRL são duas instituições privadas sem fins lucrativos que, cada uma a seu modo, estão a dar corpo à interpretação e preservação da memória dos acontecimentos históricos que ocorreram no longínquo ano de 1385.
          A entrada em cena da Fundação Batalha de Aljubarrota, uma verdadeira “entrada de elefante em loja de barros” criou localmente anti-corpos que levarão tempo a eliminar. Em causa está a delimitação da Zona de Protecção Especial ao Campo Militar e a realização de um plano de pormenor para a zona de São Jorge, a braços, como se sabe, com fortes restrições ao nível da edificação. Um ano e meio depois de ter sido criada, e quando se esperava pela primeira reunião da Comissão de Acompanhamento, apadrinhada pelo Governador Civil e marcada para este mês de Fevereiro, a notícia da entrada em funções do professor Paiva de Carvalho como novo Governador do distrito veio adiar novamente a oportunidade de sólidos compromissos e, sobretudo, o inicio do processo de aproximação de posições entre os habitantes de São Jorge e a Fundação.

          Bem mais popular será certamente o propósito da Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal CRL, uma cooperativa de recriação histórica com sede em Setúbal, que está a organizar para os dias 13 a 15 de Junho a "Batalha Medieval 1385" no âmbito do 623º Aniversário da Batalha de Aljubarrota. O evento terá luga na vila da Batalha. (ver caixa)

          Temos portanto, dois locais, (Batalha e Campo Militar de São Jorge), dois municípios, duas entidades privadas e um produto de grande potencial turístico: a Batalha de Aljubarrota. Falta, porventura, desenhar um modelo de organização que envolva também as populações e associações locais, mecenas e “media partners” para a realização de uma recriação grandiosa da Batalha de Aljubarrota e seu ambiente histórico. A necessidade do envolvimento dos cidadãos em empreendimentos deste tipo está patente no apelo ao voluntariado feito pela FBA e na permanente campanha de angariação de cooperantes feita pela OCSP. Se houver uma visão mobilizadora dos nossos autarcas este poderá ser, daqui a alguns anos, um evento nacional incontornável e muito interessante também para o turismo de Porto de Mós. A auto-estima da população dos dois concelhos também se alimenta com estes empreendimentos. 

          Sendo certo que a Batalha de Aljubarrota não é propriedade de nenhuma localidade, associação ou fundação mas património de todos os portuguese, vamos acreditar que surja mais um “milagre” no caminho que liga o Mosteiro da Batalha ao Campo Militar de São Jorge.

publicado por Joga às 00:01

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1 comentário:
De Joga a 23 de Fevereiro de 2008 às 03:56
Segundo o jornal Região de Leiria desta semana,"as mudanças no Governo Civil de Leiria não deverão implicar atrasos na realização da primeira reunião da Comissão de Acompanhamento do processo de revisão do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Campo Militar de São Jorge."
O semanário acrescenta ainda que a Comissão de Acompanhamento "foi criada a 27 de Dezembro do ano passado, mas ainda não reuniu. Em Agosto de 2006, José Miguel Medeiros, à data governador civil de Leiria, anunciou publicamente ter solicitado à ministra da Cultura a criação de um grupo de trabalho com as várias entidades envolvidas no processo de requalificação do Campo Militar de São Jorge. Agora, a equipa do novo governador civil, Paiva de Carvalho, acredita ser possível que os elementos da comissão - que só agora foram todos definidos - reúnam ainda este mês. A poucos dias da saída de José Miguel Medeiros do governo civil, admitia-se que as mexidas governamentais acrescentassem mais algum atraso neste processo. Mas Paiva de Carvalho deverá presidir à primeira reunião da Comissão dentro de dias, confia o seu adjunto, Jorge Gonçalves."

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