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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

A Política pode esperar

          Na nossa Assembleia Municipal, a discussão política está a dar lugar à discussão de incidentes processuais. Poder e Oposição invocam o santo nome da Lei na fixação do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para 2008. Por causa do imbróglio criado na última Assembleia de Setembro, a taxa a aplicar este ano pode muito bem ser mínima, fixada administrativamente ao arrepio de qualquer critério de natureza política e sem votação na Assembleia Municipal. Em nome da Lei.

 

          A invocação da lei tem, de resto, servido quase sempre para justificar, muitas vezes mal, as decisões puramente políticas dos nossos presidentes de Câmara. Contudo, nunca como agora, a mesma invocação foi causa de tamanho “braço de ferro” entre Câmara e Assembleia Municipal (AM).

          Mas vamos por partes.
          - Com o actual inquilino dos Paços do Município não houve alteração do modelo de governança do Concelho (Salgueiro, como é sabido, adquiriu experiência autárquica na “escola” de José Ferreira quando este detinha uma maioria hegemónica na Câmara e na Assembleia Municipal). Torna-se, por isso, evidente que o actual executivo municipal revela alguma impreparação para a coabitação com uma AM hostil. E não ajuda nada a falta de traquejo da bancada socialista como suporte do Poder (sempre foi uma bancada minoritária). Neste cenário, se o governo do município não quiser ver as suas opções políticas “sabotadas” por outros incidentes processuais seria melhor que começasse a pensar em contratar uma assessoria jurídica capaz de prever e debelar na hora incidentes processuais/legais deste tipo.
          - Focando este episódio na Oposição, não obstante o presidente da AM ter em sua posse um parecer jurídico que sustenta “à posteriori” a sua opinião acerca da taxa de IMI para 2008, as circunstâncias em que decorreu o debate na última Assembleia de Setembro deixam no ar  compreensíveis dúvidas acerca dos seus méritos na condução dos trabalhos.

          Para o próximo ano, a eventual aplicação da taxa mínima de IMI é o prémio que nós, munícipes e contribuintes, podemos arrecadar quando falta competência aos nossos dirigentes políticos. Pelo menos desta vez, os cidadãos não ficam prejudicados. Entretanto, o debate político e as receitas municipais bem podem esperar.

publicado por Joga às 11:34

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4 comentários:
De corrente a 24 de Dezembro de 2007 às 00:02
Que tremenda trapalhada, será que os compadres se vão aturar até ao fim dos mandatos, ou a sopa já não chega para todos.
Diz o povo " Casa onde não à pão todos ralham e ninguém tem razão"
Porque será que uns tantos que governam muitos, se estão a definhar.
Tenham tento e assumam a postura da responsabilidade, deixem-se de sabotagens que o pais não precisa de terroristas, precisa é de gente, inteligente, séria e honesta.
Do comentário, também se extrai de que o presidente da AM , também não tem perfil para o lugar, ainda se vai ouvir gritar pelo FERREIRA, volta que estás perdoado, pois pelo que observo ainda era o que de melhor existia em Porto de Mós.
Certo.
De Paulo Sousa a 22 de Dezembro de 2007 às 14:22
Caro Joga,

Tenho pena, temos todos, mas o actual presidente é muito pior que anterior, que, concordo, tinha algumas limitações. Dizer que este é mau porque aprendeu com o outro não é suficiente, pois apenas se poderá aplicar aos aspectos negativos. Apesar de tudo José Ferreira tem uma noção de democracia muito mais evoluída assim como sabe que o que distingue a verdade da mentira não é apenas a conveniência.

Bom Natal para todos.
De Anónimo a 21 de Dezembro de 2007 às 16:26
Os mesmos de sempre, a mesma politiquice de sempre!
E pior: nem a habitual hipocrisia de Natal salva isto.
Valha-nos(?) a habitual pasmaceira reacionária daqueles que têm o poder de mexer alguma coisa. O povo (onde me incluo), esse nem pestaneja!
Assim vai o concelho... por favor: entendam-se! E devolvam ao Alqueidão da Serra o que lhe pertence por direito próprio.
De ana.narciso@pluricanal.net a 20 de Dezembro de 2007 às 21:38
Verifiquei, ontem, na Assembleia Municipal , que em política vale mesmo tudo: mentir, intimidar, argumentar com notícias de jornais... etc. Concluindo : o IMI vai ficar na mesma exactamente como o PSD tinha proposto em Setembro de 2008; o mesmo valor que fez levantar o Presidente da cadeira e dizer que abandonava a sala, porque o PSD queria governar a Câmara a partir da Assembleia . Ontem mudou de ideias e a proposta do PSD já era boa.Uma verdadeira trapalhada que nos envergonha a todos. Pode ser que decida atribuir um acesso universal e de qualidade internet , a todo Concelho independentemente do ciclo de Ensino uma vez que os cofres vão ficar mais recheados.

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