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NOTÍCIAS porto de mós

Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Anatomia de um "crime"

          A Junta de Freguesia do Juncal está a transformar-se no bastião político de resistência ao actual executivo municipal. Se esta for, como anseia Salgueiro, uma actuação sem suporte popular, podemos dizer que estará condenada ao fracasso. Senão… teremos no Juncal um caso sério de combate político. Talvez seja esta incerteza que faz com que o nosso presidente da Câmara reaja com tanta violência verbal às “provocações” políticas que vêm do oeste.

          Mas vamos a uma análise sumária do último incidente.
          - A Junta de Freguesia do Juncal (quando decidiu pagar a publicação de uma Carta Aberta dirigida ao presidente da Câmara) usou um canal legítimo como forma de mensagem política. Mas a própria Câmara usa quinzenalmente o mesmo jornal para fazer passar a sua mensagem, pagando uma página inteira de publicidade, e ninguém se surpreende com isso.
          - A Carta Aberta foi solidariamente assinada pelo executivo da Freguesia em defesa daquilo que a autarquia considera como os superiores interesses dos juncalenses. As assinaturas do documento têm o valor institucional e pessoal que credibiliza aquele órgão autárquico.
          - Da resposta, algo surpreendente, do presidente da Câmara já não poderemos falar da mesma lisura de processos. Com efeito:
                      a) A marcação de uma conferência de imprensa no Juncal e aberta ao público revelou-se um comício fracassado por falta de comparência da assistência e cujo formato é típico de quem quer condicionar, à partida, o trabalho dos jornalistas. No respeito pela seriedade de processos de uma imprensa livre, a conferência de imprensa, como o próprio nome indica(!), deveria ser reservada aos profissionais da comunicação e aos promotores da iniciativa.
                      b) Em termos de comunicação, Salgueiro passou um atestado de menoridade ao presidente da Junta do Juncal, falando dele como figura tutelada, numa atitude que nada dignifica o Poder Local e o respeito pela autonomia política das Juntas de Freguesia- também ela decorrente da vontade popular expressa em eleições livres e democráticas.
                     c) Em termos de eficácia de comunicação, a Junta de Freguesia do Juncal teve um surpreendente sucesso, ofuscando completamente o balanço (necessáriamente positivo) que a Câmara estava a fazer destes dois primeiros anos de mandato.
          - Gostaria de registar, colateralmente, a contradição formal do deputado municipal Luís Almeida, do Juncal, que em crónica assinada no jornal O Portomosense, aconselha a sua Junta de Freguesia a não mandar recados através de boletins informativos ou cartas abertas enquanto, ele próprio, não se coíbe de o fazer na parte final da mesma crónica cujo espaço no jornal lhe terá sido disponibilizado… gratuitamente! Mal prega Frei Tomás.

publicado por Joga às 23:27

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1 comentário:
De antonio francisco a 7 de Dezembro de 2007 às 22:05
Joca, ouvi dizer que o executivo arranjou uma grande trapalhada com o IMI.
Agora ja nao se lembram decerteza aqui do meu JUncal.

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