Intervenção cívica. Pela PALAVRA livre e responsável, com Porto de Mós como pano de fundo.

NOTÍCIAS porto de mós

Sexta-feira, 3 de Novembro de 2006

O município na televisão

 

          Porto de Mós chegou à televisão e mostrou-se por inteiro ao país. Mas não basta o contentamento momentâneo pela exposição mediática. A vida dos munícipes também deve melhorar com isso.

          Recentemente Porto de Mós marcou a agenda informativa das televisões por força das enxurradas ou fogos florestais, mas também por terem ocorrido aqui "ajustes de contas" entre gangs de imigrantes e alguns assaltos nas pedreiras. Pelo meio, foi transmitida uma Missa directamente da igreja de S. Pedro para Portugal ver. Inevitavelmente caímos no lugar comum: a televisão, a caixa que muda o mundo, está a fazer parte das nossas vidas retratando-as.

           Na relação com os media, o presidente da Câmara está a percorrer o seu próprio caminho:
          - Mal, quando assume protagonismo desnecessário nas cerimónias religiosas transmitidas por ocasião das festas de S. Pedro. São respeitáveis as convicções religiosas do cidadão João Salgueiro mas não havia necessidade do presidente da Câmara pegar na cruz e encabeçar o cortejo eucarístico. Ser presidente de todos os portomosenses exigia outra discrição.
           - Bem, quando surge diligente no local da notícia para informar o que está a ser feito, para confortar as vítimas, para controlar a situação expondo-se necessariamente aos media no local.

           Este é, contudo, o primeiro passo no sentido certo ao qual importa dar sequência. Para tal será útil reflectir sobre a abordagem das catástrofes feita através da televisão.     

          Os acontecimentos de Entre-os-Rios colocaram à evidência que a exposição mediática pode gerar formas novas de compensação colectiva quando é usada como forma de pressão junto das autoridades reivindicando melhores condições de vida, conforme demonstra Daniela Santiago na sua tese "O Reconforto da Televisão".  

           Não haja dúvidas que, por força da presença das televisões, também os problemas de Porto de Mós serão vistos com outros olhos:
          - Depois dos incêndios florestais, uma cadeia de supermercados ofereceu, através da televisão, uma viatura aos Bombeiros Voluntários da sede do concelho e o presidente Salgueiro ganhou notoriedade para defender os interesses dos portomosenses que habitam na área ardida de Parque Natural.
          - Depois da tragédia das cheias da Ribeira, e por força da televisão, ganhou outra urgência junto da administração central a obra de regularização das margens do rio Lena.
          - Depois das notícias de “ajustes de contas” entre gangs de imigrantes e da onda de assaltos em algumas pedreiras do concelho estava criada a oportunidade para tratar os focos de insegurança com os agentes da administração interna, dando resposta ao problema, tranquilizando ao mesmo tempo os cidadãos.

           Não se trata de condicionar a vida do município a uma agenda mediática ocasional, mas tão só tirar partido desse agendamento. Continuará a haver quem olhe com desconfiança para a presença da televisão mas o desafio é olhar para ela como aliada e tirar partido disso.

"O RECONFORTO DA TELEVISÃO", A jornalista Daniela Santiago (RTP) apresenta uma visão diferente da tragédia de Entre-os-Rios.  A reflexão que conduz, passa também por depoimentos de profissionais dos media entre os quais o testemunho do repórter de imagem João A. Gabriel (TVI).

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publicado por Joga às 04:32

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2 comentários:
De Morgana a 11 de Novembro de 2006 às 15:25
li tudinho. E tambem li algo no livro que citas. Porto de Mós e os seus problemas em comparação... puffft
De figo a 7 de Novembro de 2006 às 02:26
Excelente Joga, continuas no caminho certo!
tenho a certeza que vai dar... frutos.

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