Intervenção cívica. Pela PALAVRA livre e responsável, com Porto de Mós como pano de fundo.

NOTÍCIAS porto de mós

Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Carta aberta

Ex.mo senhor

Rui Neves
Vereador Câmara Municipal Porto de Mós


          Venho deste modo exortar V. Excia a dar cumprimento ao compromisso que assumiu de dotar, neste inicio de ano lectivo, o jardim de infância da Tremoceira de uma ligação à Internet  mais adequada às necessidades pedagógicas daquela escola. Sei que V. Excia tem intenção de colocar Internet sem fios em todos os jardins de infância do concelho e gostaria de alertar que, do meu ponto de vista, se trata de um pequeno disparate porque é um tipo de ligação mais lenta e mais cara do que aquela que pode obter através do ADSL, tanto mais que os jardins de infância possuem linha de telefone fixo. Fixa ou móvel,  2Mbps de velocidade de downstream e 128Kbps de velocidade de upstream é a configuração mínima adequada para as necessidades deste jardim de infância. É, finalmente, de toda a utilidade que os computadores do jardim de infância estejam ligados em rede entre si de modo a partilharem este novo acesso à internet.

Porto de Mós, 10 Outubro 2007

Cumprimentos do
Joga

publicado por Joga às 18:21

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3 comentários:
De Gonçalo Teixeira a 5 de Dezembro de 2007 às 21:54
Boa noite,

Queria antes de mais agradecer os seus esclarecimentos. Mas, se me permite:

“ …. confesso que preferiria obter uma resposta política do nosso vereador …”
Entendo perfeitamente que preferia receber uma resposta política. Eu não lhe respondi na qualidade do receptor desta “carta”, mas sim na qualidade de leitor de um post disponibilizado num blog público.

Adicionalmente, “(…) Não sei se este comentário é ou não uma tentativa de resposta tardia, uma espécie de “encomenda técnica” feita por algum político incumpridor (…)”
Após ter escrito, no meu primeiro comentário “ De notar que aqui não se fazem qualquer juízos de ordem política. Apenas se procuram corrigir conceitos técnicos …” pensei, sinceramente, estar até a exagerar, de tão óbvio que me parecia o conteúdo anterior do meu comentário. Não estou a defender nada nem ninguém. Achei que tinha deixado isto claro no primeiro comentário, pelos vistos enganei-me. Adiante.

Percebi, pela sua resposta ao meu comentário, que a ligação sem fios a que se refere é a dos operadores de rede móvel (UMTS, vulgo 3G). De facto, quando referiu “ligação sem fios”, entendi como 802.11 (tal como fornecido num router wireless), até porque não diferenciou no seu primeiro post. É costume relacionar-se o termo “internet móvel” com tecnologia associada a UMTS e “ligação sem fios”a redes wireless 802.11. Sendo então a internet móvel, é óbvio que essa solução para os jardins de infância é muito pior, quer em velocidade, quer em preço. Isso é indiscutível.

Refere o caro senhor “Contudo, usar esta argumentação para rebater tecnicamente os conceitos expressos na carta é confundir alhos e bogalhos.” Como se referiu à eventual solução proposta pelo vereador como “internet sem fios”, fazia sentido corrigir as suas sugestões alertando para as incorrecções técnicas. Nesse caso não seria falar de bogalhos quando se discutem alhos – partindo de premissas técnicas erradas, estaria a sugerir soluções/alternativas para problemas que não existiriam. No entanto, tudo se resume à utilização e interpretação da expressão “internet sem fios”.
Quando refere à questão da rede local – aí cometi erro de leitura crasso, pois o que está lá escrito é ligar “os computadores” e não os “jardins de infância”, como anteriormente entendi. Pelo lapso, as minhas desculpas.

De resto, e com os seus esclarecimentos, a carta, do ponto de vista técnico (e volto a frisar que é apenas por esse lado que procuro e procurei falar), tem todo o sentido. Às vezes uma expressão mal utilizada ou que leve a interpretações erradas pode levar a cenários técnicos completamente diferentes. Pedindo desculpa pelo tamanho da resposta, e sabendo que isto é uma conversa “paralela” em relação ao que realmente importa – mas no entanto, é meu entendimento que um blog público deve permitir este tipo de discussões –, quero deixar aqui os meus votos para que os jardins de infância vejam os seus problemas de acesso à internet resolvidos.

Gonçalo Teixeira
De Gonçalo Teixeira a 4 de Dezembro de 2007 às 11:36
"(...) do meu ponto de vista, [colocar internet sem fios] trata[-se] de um pequeno disparate porque é um tipo de ligação mais lenta e mais cara do que aquela que pode obter através do ADSL, tanto mais que os jardins de infância possuem linha de telefone fixo. "

Isto é errado. A ligação à internet sem fios é sem fios apenas no equipamento terminal. A linha fixa de telefone (fios de cobre) continua a fornecer a internet, chegando a um router que pode transmitir via wireless e/ou por cabo de rede. E não é mais caro: o que é mais caro é o router - por ser wireless, normalmente custa o dobro. Por outro lado, consegue-se ligar vários computadores à rede sem necessidade de usar cabos (facilita imenso a implementação).

Também é errado quando diz que a internet sem fios é mais lenta: a velocidade é exactamente a mesma, a rede local é que é mais lenta (56 Mbps vs 100 Mbps), mas isso não tem qualquer influência na velocidade da internet. De facto, e no cenário em causa, a velocidade em LAN não é relevante.

A eventual rede que se fala nesta carta para ligar os vários jardins de infância para "partilhar o acesso à internet" (sic) não tem razão de ser. Saíria muito mais caro. Para ter acesso à internet instalam-se equipamentos terminais. Ligar os vários jardins de infância em rede serviria para criar uma rede internet, partilhando documentos, etc. Nunca para partilhar a "internet". Uma questão de conceitos.

Fixa ou móvel, 2Mbps de velocidade de downstream e 128Kbps de velocidade de upstream é a configuração mínima adequada para as necessidades deste jardim de infância. É, finalmente, de toda a utilidade que os computadores do jardim de infância estejam ligados em rede entre si de modo a partilharem este novo acesso à internet.

De notar que aqui não se fazem qualquer juízos de ordem política. Apenas se procuram corrigir conceitos técnicos, porque do ponto de vista técnico esta carta é absurda, partindo de conceitos errados o que leva a sugestões que não fazem sentido.

Gonçalo Teixeira
De Joga a 5 de Dezembro de 2007 às 01:04
Caro amigo
Obrigado pelo seu comentário, mas confesso que preferiria obter uma resposta política do nosso vereador que me prometeu pessoalmente resolver o problema da falta de velocidade de acesso à internet no jardim de infância da Tremoceira no inicio deste ano lectivo. Não sei se este comentário é ou não uma tentativa de resposta tardia, uma espécie de “encomenda técnica” feita por algum político incumpridor, mas sei que o amigo Gonçalo não percebeu quase nada daquilo que eu escrevi. Talvez culpa minha por não me ter expressado da forma mais clara. Aceite então a seguinte clarificação:
- No contexto da carta, “ligação sem fios” à internet significa tão só usar uma ligação baseada na rede móvel de última geração disponibilizada pelos operadores de telemóveis. Era a este tipo de acesso e não a outros que me referia por ter sido essa a percepção, porventura errada (!), que tive da conversa pessoal com o vereador Rui Neves. Como não podia deixar de ser, a comparação que estabeleço é entre uma infraestrutura móvel "sem fios" disponibilizada pelos operadores móveis de telecomonicações e a infraestrutura "com fios" de cobre disponibilizada pelos operadores que usam a linha telefónica fixa. Duas formas de aceder à internet, duas tecnologias distintas.
- Agradeço as suas explicações técnicas sobre redes locais. Contudo, usar esta argumentação para rebater tecnicamente os conceitos expressos na carta é confundir alhos e bogalhos.
- Na carta nunca é sugerido, como invoca erradamente, “ligar os vários jardins de infância para partilhar o acesso à internet”, mas apenas ligar em rede (é aqui a única vez que me refiro a uma rede local!) os três computadores do jardim de infância da Tremoceira para partilharem o acesso à internet. Com fios ou sem fios, a criação desta pequena rede local seria muito útil para a escola.
- Registo que faz suas as minhas palavras ao transcrever, sem citar, todo o parágrafo em que sugiro a solução técnicado apropriado, do meu (e pelos vistos também do seu) ponto de vista.
Finalmente, peço desculpa aos leitores menos familiarizados com estas questões, a natureza técnica desta réplica. Contudo, basta perceber português para verificar os equívocos do nosso amigo Gonçalo. Mas isto não tem importância nenhuma. Realmente esta conversa colateral só fará sentido se o problema da lentidão de acesso à internet do jardim de infância da Tremoceira for resolvido. E, já agora, nas outras escolas do concelho também.

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