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NOTÍCIAS porto de mós

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Cheira a Congo na nossa terra

"Temos um sonho tão maravilhoso. Paz. União. Progresso. Mas somos congoleses e, sempre que sonhamos voltamos ao princípio. E, por isso, o amanhã nunca chega."

O Canto da Missão

          O Canto da Missão, a ficção literária de Jonh Le Carré, é uma caminhada pelo vale obscuro da hipocrisia política ocidental... até à luz.

          Surpreendentemente, ou talvez não, também há um certo cheiro a Congo na nossa política local.
          Bruno Salvador, a quem chamam Salvo, é filho de um missionário irlandês e de uma congolesa. Educado na Missão em Kivu, uma província do Congo e vive em Londres onde trabalha como intérprete. É dotado de reconhecida competência profissional e de uma inabalável candura. O exercício da sua profissão faz despertar nele a consciência africana adormecida ao aperceber-se que havia uma conspiração para roubar os recursos naturais da sua terra natal. 
         Eis a denúncia de Salvo:
          "A finalidade ostenciva da operação- insisti em voz alta- é criar um Kivu democrático e unido. No entanto o verdadeiro objectivo é um pouco diferente. Roubar o Congo Oriental de todos os minerais em que o Sindicato consiga pôr as mãos em cima, incluindo as grandes reservas de coltan, e, consequentemente, proporcionar lucros de milhões aos investidores e nada para o povo do Kivu. (…) O povo será roubado. Despojado, como de costume- protestei, sentindo agora que só estava a falar para mim mesmo. –É uma história antiga. Vigarice com outro nome. –Tinha guardado um trunfo até ao último minuto".
          Esta fábula torna incontornável uma certa reflexão sobre os processos de licenciamento dos parques eólicos no nosso concelho e como seria útil, porventura, que emergisse do seio da nossa comunidade, um portomosense com o perfil de Salvo, generoso, voluntarista e de candura inabalável. Mas na nossa terra não há mais lugar para heróis típicos da ficção. Resta apenas um certo sentimento de justiça ou injustiça que forma a consciência cívica de cada um de nós.

publicado por Joga às 17:00

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2 comentários:
De corrente a 21 de Novembro de 2007 às 01:03
Por favor meus meninos, deixem-se de tretas e façam qualquer coisa por este lugar, pois é para isso que são pagos ou que pagam impostos se os pagam?
Avante! Avante ! Avante Porto-mosenses deixem de olhar para o umbigo pois podem entornar o que vos vai na marmita, que parece ser pouco quando se atacam uns aos outros, a quem serve essa luta particularizada, a quem, a ninguém como está claríssimo.
Portugal não é Porto de Mós, mas Porto de Mós faz parte de Portugal
De MrCosmos a 17 de Novembro de 2007 às 01:25
"Mas na nossa terra não há mais lugar para heróis típicos da ficção. Resta apenas um certo sentimento de justiça ou injustiça que forma a consciência cívica de cada um de nós. "

Pena que não adivinhases essa conclusão em outubro de 2005 quando ficcionas-te o héroi. Procurou-se (também) semear ventos para o Alqueidão, colheram-se tempestades. Era Previsivel.

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