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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Processo TGV

          O estudo prévio sobre o troço da linha ferroviária de alta velocidade que irá passar pelo nosso concelho constitui a penúltima etapa do processo de decisão. Nesta fase, é irrelevante qualquer posição contra ou a favor do TGV. Defenderão melhor os interesses das populações os autarcas que se posicionarem do lado da solução e não do lado do problema.

O que diz Salgueiro

          Convidado a pronunciar-se no âmbito da Associação de Municípios de Leiria sobre os traçados propostos, Salgueiro vota favoravelmente o traçado Leiria-Poente, acompanhando o sentido de voto dos restantes membros da Associação.
          Pouco depois, instado a pronunciar-se sobre o mesmo traçado no âmbito da consulta pública junto das populações, Salgueiro rejeita-o liminarmente  acompanhando o sentido de voto do executivo municipal. Agora Salgueiro “não encontra vantagens em nenhum traçado. Pelo contrário, só encontra impactes negativos”.
          É bom lembrar que o troço do TGV que passa pelo nosso concelho está, desde à muito, associado à construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota e Salgueiro é (ou era?), como se sabe, um defensor entusiasta da construção do novo aeroporto naquele local acompanhando o sentimento geral dos autarcas da região. Com efeito, dar força ao projecto do novo aeroporto na Ota serviu até de justificação a Salgueiro para se filiar no partido socialista. “A solução Ota- dizia ele-  não pode ser adiada por mais tempo. Não é uma questão negocial é uma questão nacional”(…) Porto de Mós com a solução Ota iria em muito beneficiar com esta infra-estrutura pelo chamado efeito da “mancha de óleo” que se estendia até nós", pode ler-se no Portomosense de 26/Julho/07.
          Neste momento, o efeito “mancha de óleo” trazido da Ota pelo comboio de alta velocidade parece não agradar ao nosso presidente da Câmara.

          Que corredor vai ser adoptado? Que soluções técnicas? Como evitar pontos críticos? É para responder a estas questões que está em consulta pública o estudo prévio da Avaliação de Impacto Ambiental.
          Perante as primeiras dificuldades, o tergiversar argumentativo do nosso presidente da Câmara (ver caixa ao lado) parece querer dizer que o TGV é um bom projecto, mas para implementar em qualquer lado desde que não seja no seu quintal. “Estaríamos ainda na Idade da Pedra se este tipo de pontos de vista tivesse feito vencimento ao longo da História.” -argumenta  Carlos André, ex-Governador Civil, em artigo publicado no Região de Leiria. 

          Salgueiro coloca-se assim, do lado do problema.
          João Coelho, autarca do Juncal, sente como ninguém a forte probabilidade do traçado escolhido atravessar a sua freguesia no vale do Juncal que, no seu entender, “é a zona mais rica da região em termos agrícolas”. A sua preocupação é legítima e genuína mas não o impede de acrescentar que concorda com “tudo o que é evolução e faça melhorar o país e a qualidade de vida do nosso povo” e o TGV, no seu entender, insere-se neste conceito.” Por isso, se o comboio passar no vale do Juncal, João Coelho “defende que as pessoas sejam compensadas de forma justa”, lê-se no jornal O Portomosense.

          João Coelho coloca-se assim, do lado da solução.
          Pelo posicionamento perante a questão, credibilidade e estabilidade argumentativa, não temos dúvidas que o autarca João Coelho defenderá bem os interesses do Juncal e da sua população nas próximas fases do processo de decisão que contemplarão as soluções de pormenor, localização e dimensionamento das medidas de redução de impactes negativos, indemnizações e outras compensações. 


 Saber mais:

 

Objectivos do TGV

- Reforçar as relações entre Portugal e Espanha, contribuindo para reforçar a coesão económica e social da comunidade ibérica.
- Assegurar a interoperacionalidade das redes ferroviárias europeias de alta velocidade.
- Reforçar a estruturação do Eixo Atlântico, onde nos inserimos, reforçando as relações internas e externas com a Europa e, em especial com Espanha, em torno dos pólos de desenvolvimento nacional sediados em Lisboa, Leiria, Coimbra, Aveiro e Porto.
- Facilitar a mobilidade, potenciando novas oportunidades de atracção de investimentos para aqueles pólos.
- Proporcionar uma oferta de transporte ferroviário de qualidade e competitivo em relação ao transporte aéreo e rodoviário com menores impactes negativos para o ambiente.

 

Impactes Negativos

- Produção de ruído na área que envolve o corredor ferroviário.
- Fragmentação do território.
- Afectação da biodiversidade.


Impactes Positivos

- Diminuição da sinistralidade rodoviária (menos 4 a 6 mortes e menos 94 a 122 feridos graves por ano).
- Redução do tempo gasto em transportes na ordem das 16,68 milhões de horas anuais.
- Redução das emissões de gases com efeito de estufa que contribuem para o fenómeno das alterações climáticas (redução de 85 mil toneladas anuais de dióxido de carbono).
- Melhoria da qualidade do ar.

Fonte: RAVE- Rede Ferroviária de Alta Velocidade

publicado por Joga às 16:17

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1 comentário:
De Paulo Sousa a 25 de Outubro de 2007 às 14:21
Um dos efeitos das manchas de óleo, são as nódoas que provocam, e parece que em todo o processo nódoas são o que não falta.
Ainda sobre a questão do aeroporto, fala-se também de um aeroporto de low cost para servir Fátima. Esse seria sim algo que nos beneficiaria fortemente e no deve e haver dos aeroportos nacionais enfraqueceria ainda mais a opção Ota.
Quem acha que mudar de partido não é um assunto menor e não o faz como quem muda de camisa, tem de concordar que Salgueiro se arrisca a ter gasto uma bisca de trunfo para cortar palha. O futuro o dirá.

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