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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

A Retaliação contra o Juncal

          Por não concordar com o conteúdo de um boletim informativo da Junta de Freguesia do Juncal, o presidente da Câmara corta as relações institucionais com aquela Junta de Freguesia. Fica por saber porque é que a edilidade, detentora da mesma liberdade editorial, não apresenta os seus pontos de vista numa publicação que poderia, além do mais, ter alguma utilidade para todos os munícipes.

          Mas este episódio é muito mais do que um simples problema de comunicação. Salgueiro parece mesmo ter “perdido a cabeça” ao anunciar sem hesitações a sua vingança: “As viaturas estavam para ir arranjar caminhos mas enquanto isto não for resolvido, a Junta que se arranje, porque é da sua competência”, declarou ao jornal O Portomosense. Pronto. A população do Juncal fica com o arranjo de alguns caminhos adiado por algum tempo porque o presidente da Câmara ficou mal disposto. Mas a declaração de Salgueiro revela outro dado que, para nós, é novidade: o aparente tratamento de favor a que estão afectos alguns meios municipais como instrumento discricionário e de coacção política apontado aos presidentes de Junta. A verificar-se esta suspeita, trata-se de um procedimento indigno do exercício do poder local e deve ser denunciado ao mais alto nível. Neste cenário, e na falta de condições para os presidentes de Junta se poderem queixar de eventuais chantagens políticas, seria importante que João Salgueiro esclarecesse não só este assunto como revelasse os critérios administrativos que levam a edilidade a ter funcionários municipais ao serviço de umas Juntas de Freguesias e não de outras. A clarificação dos procedimentos melhora a qualidade da democracia.
          Mas neste episódio nem todos perderam a serenidade e a lucidez. Parece ser o caso de João Coelho, o presidente da Junta do Juncal, que enquanto admite que o presidente da Câmara tem o direito de ficar zangado, não deixa de apresentar a defesa das suas posições, aconselhando modestamente Salgueiro a não “tomar decisões que prejudiquem a população que ajudou a sua eleição”. Na verdade, um presidente com nobreza de carácter e apurado sentido de serviço da causa pública, nunca deveria tomar decisões para prejudicar intencionalmente a população da sua terra quer ela tenha sido ou não sua eleitora.
          De resto, nestes últimos meses e neste episódio concreto há matéria para profunda reflexão política e porventura pessoal que deveria levar ao recolhimento, por uns dias, do nosso presidente Salgueiro. Far-lhe-iam bem uns dias de férias. Talvez uma ida a Santiago de Compostela, tomando o caminho português, seguindo depois até Finisterra onde o mar terá, porventura, algum secreto aviso político para lhe revelar na descoberta do nome popular daquela costa atlântica...
publicado por Joga às 19:29

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1 comentário:
De Joga a 22 de Agosto de 2007 às 14:30
À atenção dos nossos
dirigentes políticos municipais:

"Para alcançar resultados moralmente aceitáveis, um político tem de agir de acordo com aquilo que está certo, mas também tem de ser capaz de prever se o resultado da sua política corresponde ao esperado. Idealmente, ele deve ter a consciência de um santo, a sabedoria de um filósofo e o dom da premonição de um profeta."

- Um conselho de Madeleine Albright, do Partido Democrata americano, ex-secretária de Estado da Administração Clinton.

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