Intervenção cívica. Pela PALAVRA livre e responsável, com Porto de Mós como pano de fundo.

NOTÍCIAS porto de mós

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Falta cumprir a mudança

          No dia 9 de Outubro de 2005, aconteceu história em Porto de Mós. Pela primeira vez em 100 anos um portomosense de berço assumia a presidência da Câmara Municipal. “Apoiado por uma vasta equipa, com recurso a meios de campanha invulgares entre nós e pondo em prática uma bem cuidada acção de marketing político, João Salgueiro conseguiu fazer passar a mensagem da necessidade de mudança”, podia ler-se no jornal O Portomosense. O marketing resultou, mas a mudança está por cumprir.

 

          O tempo trouxe à evidência que o executivo municipal não soube lidar com a mudança anunciada, mas daquela experiência vibrante resultou que somos a mesma pessoa mas não é o mesmo porque há algo que nunca mais será como dantes. 
          José Luís Trechera, Mestre em Recursos Humanos e Organização, autor do livro “A Sabedoria da Tartaruga” descreve com elequência as diferentes reacções que os processos de mudança provocam. Talvez encontremos aqui a justificação para o fracasso da mudança prometida e sementes para um verdadeiro processo de mudança na política na nossa terra.

 

           A Sabedoria da TartarugaPosturas de recusa da mudança

          A mudança é vivida como uma ameaça e reage-se-lhe com condutas defensivas. Com essa atitude, desfere-se um ataque frontal a qualquer questionamento que rompa com o status quo ou a situação tradicionalmente estabelecida. No fundo, subjaz uma grande insegurança pessoal. Vive-se uma situação de desastre, desintegração e caos, que cria tensão e uma sensação de impotência. Daí que, face ao perigo que a mudança supõe, o sujeito se agarre a tudo o que lhe possa dar segurança e lhe possibilite uma boa estruturação da sua realidade.
           Os fundamentalismos: Síndroma neo-luddita ou taliban. Surgem de uma premissa fatalista segundo a qual se parte do princípio de que a Humanidade caminha para a sua autodestruição. Perante esse cenário “aterrador”, não estranha que se apresentem “soluções libertadoras drásticas”. Alguns, sob a síndroma neo-luddita, chegam mesmo a agir com comportamentos agressivos e são capazes de eliminar qualquer indício de inovação. Respondem ao princípio de que “quem não está comigo, está contra mim” e, por isso, “deve ser destruído antes que nos destrua a nós”.
           A confraria da “santa crítica”. São aqueles nostálgicos do passado que se agarram ao ontem, lamentando aquilo que se perdeu e suspirando pelo que foi tradicionalmente estabelecido. “Já não é como dantes, dantes é que era bom!”.
           Os tradicionalistas: Apoiam e reforçam tudo o que potencie o status quo e ajude a evitar qualquer postura crítica. Só se devia continuar a fazer o que sempre se fez: “Tudo está escrito e claro há muitos anos. Se funcionou durante séculos, porque é que se há-de alterar?”. Uma consequência desta atitude é o abuso de posturas autoritárias e fundamentalistas.

          Tais extremismos são um fiel reflexo da experiência de ter perdido o comboio da História. Poderíamos dizer que estão a utilizar um meio inadequado, pois querem continuar a fazer a viagem da vida num veículo em que o espelho retrovisor é maior do que o vidro da frente. O retrovisor é imprescindível para observar, controlar e aprender com o passado, mas se apenas tiver os olhos postos no que deixamos para trás, transforma-se num lastro que impede qualquer tipo de progressão.

 

            Posturas de aceitação da mudança

           Para outros, a História é uma progressão permanente em direcção a algo melhor, daí que o progresso seja sinal de estarmos vivos.
           Os neo-prometeus. Alguns, com uma atitude prometeica da existência, através do esforço e trabalho humanos, juntamente com os progressos científicos, pensam superar o mais rapidamente possível todas as dificuldades: “A ciência salvar-nos-á de todos os males e auxiliará a busca pelo mundo feliz”. Seriam os “optimistas desmesurados”.
           Os neófilos ou amantes do novo. Aceitam sem questionar qualquer inovação. Demonstram uma visão ingénua perante o novo: “Tudo é bom pelo mero facto de ser novo”, O importante é “estar na última moda”.
           Os realistas-pragmáticos. Colocam certas reservas com a intenção de “fazer um seguro” ao progresso. Com as diferentes experiências da vida, o ser humano pode converter-se num “optimista escaldado”, que, embora aspire à utopia, tem os pés bem assentes na terra: “devagar e com passo certo”.

 

          À luz destas tipologias percebe-se melhor a postura do executivo municipal acerca do processo de mudança que não souberam cumprir. E a sua postura qual é, amigo leitor?
 

publicado por Joga às 00:01

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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Obviamente reclamamos

          O secretário de Estado da Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, e a Associação de Defesa do Consumidor, DECO, entendem que será ilegal aplicar uma taxa de disponibilidade de serviço para compensar a perda da taxa de aluguer do contador pelos municípios. Até parece que a a nossa Câmara está do lado da prevaricação e contra os direitos dos seus munícipes.

          Este é o resultado de quem opta sistematicamente pela lei do menor esforço e vai atrás das indicações corporativas da Associação Nacional de Municípios que, neste caso, está a usar os consumidores como reféns da sua crispação com o Governo. Ora, o nosso executivo municipal deve prestar contas e zelar pelos interesses dos seus munícipes e não ser correia de transmissão deste interesse ilegítimo da Associação de que faz parte. Uma atitude que revelaria coragem política seria o nosso presidente da Câmara demarcar-se da posição da Associação Nacional de Municípios e, em nome do superior interesse dos seus munícipes e no respeito pela Lei, declarar que não iria usar nenhum subterfúgio de duvidosa legalidade para compensar a perda de receitas imposta pela “lei dos Contadores”.
          Salgueiro poderia assim capitalizar junto do Governo, com quem é supostamente solidário, e beneficiar o Concelho com investimentos da Administração Central na área de abastecimento de água e saneamento, além, naturalmente, de dar uma boa notícia aos seus conterrâneos que já estão sufocados pela crise geral.
          Mas não, dita a lei do menor esforço que se substitua a taxa e se aumente o preço da água. Tudo de uma assentada como se este bem essencial fosse uma bebida de luxo e a Câmara Municipal uma empresa privada e monopolista que dependesse exclusivamente da relação comercial com os seus clientes. Parece que Salgueiro perdeu a noção da função social do cargo que desempenha por exclusiva vontade dos seus conterrâneos e utentes da rede de abastecimento de água.

          Neste cenário, obviamente que exerceremos o nosso direito cívico de reclamar conta a substituição abusiva do nome da taxa de aluguer de contador. Mas não estamos sós. A DECO, com quem mantemos contacto, está a viabilizar um recurso aos tribunais. O secretário de Estado da Defesa do Consumidor defendeu que os consumidores "têm o direito de fazer valer o seu direito", seja através de uma acçäo popular ou dos centros de arbitragem de conflitos.
          Localmente podemos reclamar junto da Drª Anabela de Campos, do Gabinete de Apoio ao Consumidor que se propõe mediar e tentar resolver extrajudicialmente qualquer conflito de consumo.
 

 

USE AS SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS PARA RECLAMAR CONTRA A SUBSTITUIÇÃO ILEGAL DO NOME DA TAXA DE ALUGER DO CONTADOR DA ÁGUA.

 

          Gabinete de Apoio ao Consumidor:
          E-mail: apoioaoconsumidor@vivaocentro.com
          Telefone: 244 882 318


          Ou então dirija-se pessoalmente à Drª Anabela de Campos das 10h30 às 12h30 e das 14 às 16h30 nos seguintes locais:
          - Segunda- Feira nas instalações da Câmara da Batalha
          - Quarta-Feira na sede da ACILIS em Leiria
          - Sexta-Feira nas instalações da Câmara de Porto de Mós.
 

          A comunidade portomosense precisa do seu comprometimento cívico.

 

Ver também: Factura Opaca

publicado por Joga às 00:01

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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

O QREN, a montanha e o rato

          De acordo com as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) aprovadas para este ano, o Estado irá investir no nosso concelho o equivalente a 1.513€ por habitante. Parece muito, mas de todos os municípios da região Pinhal Litoral (Pombal, Leiria, Marinha Grande Batalha e Porto de Mós), o nosso concelho é aquele que irá receber menos dinheiro. O concelho da Batalha, por exemplo, vai receber o equivalente a 2.509€ por habitante, cerca de mil euros a mais por cada munícipe.

 

Verbas QREN Pinhal Litoral
 

VERBAS

QREN

POPULAÇÃO VERBAS PER CAPITA
POMBAL 135 MILHÕES 58 617 2.303€
LEIRIA 83 MILHÕES 124 701 665€
MARINHA GRANDE 63,5 MILHÕES 38 030 1.669€
BATALHA 39 MILHÕES 15 542 2.509 €
PORTO DE MÓS 37,5 MILHÕES 24 775 1.513€

          Feitas as contas, rapidamente se percebe que nem com um governo da mesma cor do executivo municipal a Câmara de Porto de Mós consegue capitalizar verbas substanciais em favor do concelho, ou por falta de projectos ou por candidaturas mal feitas ou por simples incompetência. Seja como for, esta é uma tarefa do governo do nosso município cujo resultado é decepcionante.
          Mas a decepção é maior quando percebemos que os problemas de abastecimento de água e de saneamento básico, por exemplo, duas necessidades urgentes do concelho, estão a ser remediadas por pequenas empreitadas aqui e ali e não existe um projecto global e credível candidato a fundos do QREN para resolver este problema estrutural. Ao contrário, o nosso executivo aumenta o preço desse bem essencial que é a água e cria uma taxa para cobrir a receita da extinta taxa de aluguer de contador. Esta é a política do menor esforço que penaliza individualmente cada munícipe e empobrece o concelho.


Verbas do QREN superiores a 1 milhão de euros          Bem sabemos que o próximo ano é ano de eleições e algumas obras inscritas no Quadro de Referência Estratégica não são mais do que obras para “encher o olho” do eleitor distraído. É que, no actual cenário, nem se punha a dificuldade de ter de  optar por uns projectos em detrimento de outros mas apenas se esperava que o executivo municipal fizesse bem todo o trabalho de casa.
          As verbas do QREN para o nosso concelho afiguram-se-nos assim como uma montanha de expectativas… frustradas.
          Porto de Mós merece muito mais.

 

             Oportuno voltar a ler: Obras no Saneamento básico.

publicado por Joga às 00:01

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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Argumentário Abril


           "Há tarifas que não podemos abdicar"
          ►JOÃO SALGUEIRO, presidente da Câmara justificando a criação da Tarifa de Disponibilidade de Utilização da água com a qual pretende substituir a Tarifa de Aluguer de Contador abolida por lei, in O Portomosense.

PensarAnimado

         

          "Estás aqui estás com uma inspecção lá."
          ►
Frase atribuida a RUI NEVES, vereador da Educação. O alvo era João José, vereador sem pasta e chefe do Agrupamento de Escolas de Mira de Aire. E a inspecção foi mesmo, in Região de Leiria.


          "A agricultura no concelho está na pior situação da história."
          ►
ANTÓNIO FERRARIA, presidente da Federação de Agricultores de Leiria, in O Portomosense.
          Posto médico do Juncal ocupa instalações da escola de judo."
          ►
TÍTULO Jornal de Leiria, informando que vila terá a extensão de saúde num edifício remodelado em deterimento de uma nova construção.
          "Porto de Mós constrói casa velório junto a lar de idosos."
          ►
TÍTULO Jornal de Leiria, acrescentado que o edifício será construído no morro de Sto António.
     
     
© Statler & Waldorf são dois personagens da série "The Muppet Show", uma criação de Jim Henson.
publicado por Joga às 00:01

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Sábado, 3 de Maio de 2008

Responsabilidade social das empresas

          A Responsabilidade Social das Empresas “representa uma visão mais humana e consciente do processo de maximização de lucro.” Esta é a opinião de Maria João dos Santos, docente do ISEG e expressa no decorrer da palestra organizada pelos alunos da Área de Projecto do 12ºano da Escola Secundária de Porto de Mós.

A Responsabilidade Social das Empresas em debate

          Esta especialista na área da responsabilidade social salientou ainda a importância do poder local na organização de actividades que criem laços de cooperação entre empresas e a comunidade.
          Mas o evento, que decorreu no cine-teatro de Porto de Mós no passado dia 24 de Abril, começou com a apresentação multimédia de um inquérito digital realizado junto das empresas da região pelo grupo promotor. Ficou a saber-se que menos de metade dos inquiridos proporcionam oportunidades de trabalho a pessoas portadoras de deficiência física e,  embora reconheçam que as empresas têm uma responsabilidade social, menos de 80% dos inquiridos procuram transpor esse conceito para a sua actividade empresarial. Somente 21% atribuem prémios ou outros modos de distinção na área da I&D aos colaboradores ou comunidade científica mas quase todos os empresários mostraram preocupação com o desenvolvimento de políticas de formação no seio das suas empresas.
          Apesar do escasso número de empresas representadas, foi do consenso geral a importância deste tipo de iniciativas na busca de uma educação baseada no desenvolvimento sustentável. Esta iniciativa de um grupo de alunos da Área de Projecto da Escola Secundária de Porto de Mós constituiu, com toda a certeza, “um pequeno gesto,  para uma grande mudança”.


Post Scriptum: Agradeço à Adriana Cruz, ao André Narciso, à Carolina Ferreira e ao Tiago Vieira do grupo A do 12º AnoB2 o contibuto que nos deram para este post. Parabém pela iniciativa.

publicado por Joga às 00:01

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