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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007

Festa viva

          A festa em honra do nosso Santo Padroeiro constitui uma semana única: o concelho e arredores convergem para a vila na procura de convívio social, de confraternização e também de diversão num ambiente típico de uma qualquer romaria bem popular. Mas este evento tem cada vez menos para oferecer.

 

          A mostra das actividades económicas do concelho, coloca os nossos comerciante ao nível dos vendedores ambulantes num retrocesso inusitado. As actividades desportivas, lúdicas ou culturais são programadas sem qualquer lógica em termos da política desportiva ou cultural do Município. Salva-se, por enquanto, o espírito das tasquinhas e a programação religiosa.
          Seria útil repensar o modelo de organização das festas.
          Hoje, que o Estado está a integrar os sub-sistemas de segurança social garantindo protecção social a todos os trabalhadores fará ainda sentido que a receita das festas de S. Pedro sirva para financiar um fundo particular de protecção social?  Se é certo que os funcionários municipais não são menos que qualquer outro trabalhador, também é certo que, na actual conjuntura, esta parece ser uma regalia com pouco sentido. Por outro lado, o Fundo Social dos Trabalhadores da Câmara parece receber um financiamento pouco claro do próprio Município: quando um funcionário da Câmara está, no seu horário de serviço, a executar trabalhos relativos à Festa de S. Pedro é naturalmente  pago pelo município mas o resultado do seu trabalho reverte para um fundo particular do qual ele próprio é beneficiário. Não haverá alguma inconsistência nisto?

          Claramente as festas de S. Pedro, como evento municipal,  devem ser tuteladas pela Câmara mas, no nosso entender, envolver as associações e colectividades do concelho- ainda que noutro modelo de organização- e repartindo com elas os eventuais lucros, traria uma chama nova e mais transparência às festas do concelho. No fundo, trata-se de elevar o “espírito das tasquinhas” à organização das festas. Deste modo, o Município ofereceria a oportunidade às diferentes comunidades locais através das suas associações, de obterem algum auto-financiamento e traria mais clareza ao objectivo social das festas do concelho. Para que a Festa se mantenha viva.

publicado por Joga às 19:54

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5 comentários:
De corrente a 3 de Outubro de 2007 às 01:03
Caríssimos <
Este assunto diz respeito a todos os Portomosenses , logo ao autor do blogue, e aos demais comentaristas.
Fica feio insinuar, fica feio não perdoar, fica feio não procurar clarificar posições, fica feio ser muito feio, tão feio como os trabalhadores da Câmara não serem eles próprios a descontar para o seu fundo e ter de ser a Câmara a arranjar artifícios para criar uns cobres para a festança de Natal.
Pergunta-se: eles gastam tudo e a quem dão contas ?
De isabel silva campos a 29 de Julho de 2007 às 22:35
Meu caro amigo, a resposta é muito fácil: lá para o final do ano é quando a camara vai aprovar um subisidio para pagar a festa de natal dos funcionarios da camara e que inclui fartu almoço e as prendinhas para as criancinhas, claro.
Eles aprovam um apoio a 1 festa de natal de particulares que a unica coiza que fazem é dar o nome às Festas de S. Pedro e nós contibuintes pagamos os presentes...
Rico negocio embora erdado de outros tempos...
De Joga a 2 de Agosto de 2007 às 20:23
Caríssima Isabel
Obrigado por ter correspondido ao desafio, mas permita-me expressar a minha ideia que não será coincidente com a sua. Trata-se da Ideia que temos da celebração do Natal. Aceito que haja gente que não gosta desta quadra mas eu confesso que é a minha festa preferida. Pela magia, pelos momentos felizes que proporcionamos às nossas crianças. Trata-se, no meu entender, de uma ocasião em que só vale somar, e não subtrair, alegria ao maior número de crianças possível. Naturalmente aos filhos dos funcionários municipais como aos filhos dos munícipes através do apoio mais generoso que o município deveria dar às festas de Natal nas escolas do concelho. Quanto ao almoço ou jantar de Natal concordo consigo. Os funcionários municipais poderiam eles próprios levar o almoço de casa e partilha-lo no melhor espírito natalício, uns com os outro...

Gostaria de lhe oferecer, cara amiga, esta quadra de Fernando Pessoa:

"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca."
De isav77@hotmail.com a 13 de Julho de 2007 às 08:55
Por motivos que agora não vem à baila não nutro por si particular simpatia mas apesar disso concordo com muito do que dis. É uma analize correcta mas se quizer ir mais longe daqui a uns 5 meses leia com atençao as actas da camara, talvez encontre outras situaçoes sem logica.
De Joga a 13 de Julho de 2007 às 13:19
Caro visitante,
Obrigado pela sua participação.
Consigo, iremos tão longe quanto possível... para alcançar um futuro melhor para todos. Por isso atrevo-me a convidá-lo, caro leitor, a partilhar "as situações sem lógica" que refere. Em privado ou publicamente; aqui ou noutro espaço de debate. Fica este pequeno "desafio". Obrigado e cumprimentos.

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