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NOTÍCIAS porto de mós

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Um bom exemplo

          As contas da autarquia foram aprovadas “com 12 abstenções entre as quais, inesperadamente, se contou a de Fernando Sarmento, presidente da Junta de Alqueidão da Serra”, refere o Região de Leiria. E caiu um verdadeiro manto de silêncio sobre o significado político da abstenção deste presidente de Junta PS. O incómodo é indisfarçável.

 
          Ora, existe uma grande diferença entre uma sociedade onde as opiniões dependem “do que toda a gente pensa” e outra onde o cidadão, na posição de autarca ou não, acaba por dizer pelo voto “deixem-me dizer o que é que eu penso”. Neste sentido, e talvez sem se aperceber, Fernando Sarmento, o presidente de Junta, deu o seu contributo para dignificar a Assembleia Municipal como areópago democrático do poder local.
          Mas bem vistas as coisas, esta tomada de posição terá uma explicação simples. Basta recordar que na sessão da Assembleia Municipal destinada a discutir o Plano de Actividades e Orçamento o presidente da Câmara, por sua iniciativa e responsabilidade, inscreveu nas receitas prevista da Câmara metade da renda do parque eólico de Alqueidão da Serra. Agora, na sessão destinada a validar as contas da autarquia, figura a totalidade do valor daquela renda como proveito para a Câmara.
          Se sobre o presidente da Câmara pairava primeiro uma certa e fundada esperança, depois o benefício da dúvida acerca da sua capacidade para resolver este diferendo com alguns anos de história entre a Câmara e a Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, esta verdadeira chicana desacredita politicamente João Salgueiro como parceiro negocial. Poderá ser este o significado da abstenção de Fernando Sarmento, o presidente de Junta, na votação das contas municipais. Estranheza, a haver, viria da posição do deputado municipal do PS natural de Alqueidão da Serra e perito em contabilidade que não terá visto o “golpe” e votado ao lado da Câmara, contra as pretensões legítimas da sua própria freguesia.
          De resto, Fernando Sarmento, o presidente de Junta, parece ter agido inspirado em Martin Luther King: “A cobardia pergunta: é seguro? O oportunismo pergunta: é político? A vaidade pergunta: é popular? Mas a consciência pergunta: está certo? E chega o dia em que é preciso assumir uma posição que não é segura, nem política, nem popular mas que tem que ser assumida porque é aquela que está certa.”
          Ao tomar a posição que, no seu entender, é a que está certa para se manter  fiel aos compromissos que assumiu com a população que o elegeu, Fernando Sarmento, o presidente de Junta, merece respeito e admiração dos seus concidadãos. Um exemplo que bem podia ser inspirador para os seus pares.

publicado por Joga às 10:54

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3 comentários:
De António Pires a 3 de Julho de 2007 às 00:41
É compreensível que o Sr. Presidente da Junta do Alqueidão da Serra lute pelos interesses de quem o elegeu. O contrario não seria de esperar de qualquer eleito que se preze. Quanto à expectativa em que ficou o Sr. Presidente da Junta, na esperança de lhe serem devolvidos os 2,5% da facturação da energia eólica, não passaram de promessas de campanha, e ainda bem, já que a lei é clara quando refere que os 2,5% são pertença do MUNICIPIO.Neste aspecto penso que o Sr. Presidente da Câmara, que, como eu, foi eleito pelos munícipes de Porto de Mós e não de uma só freguesia, tem que defender os que o elegeram. O Município é composto por 13 freguesia e por esse facto não pode, nem deve, o Sr. Presidente da Câmara, desrespeitando a lei, prejudicar os restantes munícipes em proveito dos munícipes de uma freguesia. Acredito que, quer os munícipes da Freguesia do Alqueidão da Serra, quer o Presidente da Junta, sabendo da fatia que já receberam da instalação do Parque Eólico e da parcela que ainda vão recebendo, como pessoas solidárias que são ,vão perceber que em campanha se fazem muitas promessas difíceis de cumprir. Já alguma vez nos questionámos se a água que corre nas nossas casas, e que grande parte é captada na Freguesia da Calvaria,está a ser paga à Freguesia?Todos sabemos que está a ser paga à Câmara. E que eu saiba, nem nunca a Junta recebeu alguma verba choruda pela instalação das bombas de captação. Mas ainda bem que a Junta Freguesia do Alqueidão recebeu o que recebeu, fica no concelho, não queiram é tudo para vós porque se não formos solidários com os que nos são próximos, muito menos seremos com os que estão longe. Como autarca eleito à A.M.não poderia deixar de fazer este comentário uma vez que também eu, a exemplo do que fez o Sr.Presidente da Junta, tenho que defender os munícipes que me elegeram.
De "Sophia" a 5 de Julho de 2007 às 16:40
O velho abutre é sábio e alisa as suas penas
A podridão lhe agrada e seus discursos
Têm o dom de tornar as almas mais pequenas.

Sophia de Mello Breyner Andersen, poema O Velho Abutre
De corrente a 28 de Junho de 2007 às 00:19
O deputado adopta a posição :"deixem-me dizer o que é que eu penso", bem assim como todos os outros, que lá tem as suas razõespara votarem a favor ou contra.
Mas nunca as razões, da não "satisfação das necessidades mínimas das populações sobre a sua dependência, e que deveriam ser respeitadas" foi para isso que lhes deram o voto.
Existem outras.

Esta falta de transparência é absurda e lamentável.

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