Intervenção cívica. Pela PALAVRA livre e responsável, com Porto de Mós como pano de fundo.

NOTÍCIAS porto de mós

Sábado, 12 de Maio de 2007

Voltas à rotunda

 

          A rotunda do Rossio, no centro da vila, está a ser palco de mais uma intervenção. Este local é campo ideal para o triste espectáculo de ostentação de autarcas desejosos de deixar a “sua marca” na sala de visitas do concelho. Naturalmente à custa do dinheiro dos contribuintes. Até parece um jogo- as MÓS de José Ferreira foram forçadas a dar o lugar ao MOINHO de João Salgueiro e não passamos da cepa torta.

 

          Desde que em Murça (Trás-os-Montes) me disseram um dia, em tom de escárnio, que a duvidosa Porca que se ergue sobre um plinto no centro da praça principal, “era a mãe dos de fora”, fiquei relutante em tornar pública a minha opinião acerca da arte na cidade. Afinal gostos não se discutem e só o tempo decantará o verdadeiro valor de cada monumento.
          Deixo por isso de lado a questão estética. 

          A justificação oficial para esta intervenção no centro da rotunda prende-se com os gastos incomportáveis com a manutenção do monumento. O presidente Salgueiro garante mesmo que os 30 mil euros que a obra irá custar pagar-se-ão a si próprios em 3 anos.
          Esta parece ser, contudo, apenas metade da justificação.

          Na verdade, se o motivo fosse simplesmente essa nobre missão de gerir bem os recursos financeiros da autarquia, as MÓS poderiam ficar no local fazendo tão somente parte da intervenção aquilo que tornava a manutenção do monumento dispendiosa. Os recursos públicos gastos orgulhosamente no MOINHO com mais de 5 metros de altura poderiam então ser investidos na criação de condições de mobilidade para cidadãos especiais precisamente no centro da vila onde quase todos os passeios precisam de intervenção na zona das passadeiras para peões. Já seria um bom começo.

          Esta é seguramente a outra parte da inspiração política do executivo municipal: governar para o próprio umbigo em prejuízo da satisfação das necessidades dos seus munícipes mais vulneráveis.

publicado por Joga às 12:04

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8 comentários:
De corrente a 27 de Maio de 2007 às 23:17
Contrariamente ao que se pensa, nada é definitivo, nem perpétuo.
Nem, aquela rotunda foleira deveria ficar ali eternamente exposta como um defunto, acho bem que se substitua por outro monumento evocativo, mas mais económico, pois a região tem excelentes canteiros tem muita pedra e acima de tudo tem dinheiro, pelo que parece.
Quanto aos "ressuscitados" que se vejam bem ao espelho e aprendam a tratar com dignidade quem durante algum tempo conduziu os destinos da vila, e bem. É certo que existe em todo o lado um judas e um Pilatos , e Porto de Mós tem essa tradição feudal, gente muito importante, tão importante que se esquecem das placas de identificação toponímica das freguesias da Serra dos Candeeiros , enfim coisas de distraídos .
Já agora é só ir ao cruzamento da antiga moagem, hoje praticamente em ruínas, e verificarem que falta a indicação de Serro Ventoso, .....blá, blá, blá......, Marinha da Mendiga , Mendiga e Arrimal .Quantos às acessibilidades para os deficientes, essa é para rir.
Porque é que em Porto de Mós haveriam de ser diferentes dos restantes Municípios que por ai existem.
Quanto ao regresso do ex. Senhor presidente da Câmara Municipal, aos comentários, deveria fazê-lo com mais intensidade e tenacidade, em defesa do que criou e do que ainda poderia criar, ou dar a este Concelho, não fosse a história dos judas, presentes em tudo o que é serviços da Administração Estadual, portanto bem-vindo .
Eu sei o que estou a dizer, pois visito frequentemente o Conselho, e verifico um certo pavonear da gentes, talvez ainda efeitos das descendências feudais.
Aproveito para divulgar um evento que os Portomosenses desconhecem, todos os Anos se realiza na Serra, como eles dizem, mais concretamente em null um evento alusivo ao monumento " Arco da Memória" ali existente.
Para participar basta levar a merenda e fomentar o convívio e a amizade com as gentes que por lá estão.
A data, é sempre o sábado do fim de semana antes do dia de Santo António ( 13 de Junho)
O convite está feito e como temos muitos monumentos,( tanga, é só pedra), no Concelho é necessário criar estigma logo vamos promover este.

De Joga a 28 de Maio de 2007 às 02:51
Caro amigo
Saúdo a sua participação e devo-lhe uma explicação. Apenas está publicado este seu comentário porque os outros dois que enviou, ao sabor do teclado, não cabem no âmbito do assunto em questão. Gostaria de informar que para qualquer outro assunto que não o do tema em análise pode sempre escrever para pensarpm@sapo.pt. Em todo o caso, tomei a devida nota dos seus recados.
Obrigado.
De Tatiana a 23 de Maio de 2007 às 00:51
O Joga vai ter de mudar a imagem de marca deste blog. em vez das mós não ponha o moinho. Aproveite a onda e homenageie os homens pequeninos que têm governado esta terra. Porque não pôr uma estatueta do presidente da câmara na mesma pose do celebre "cidadão honorário de Bruxelas"-Manenken-Pis- a estatueta minuscula do menino a fazer chichi? Quando vier outro presidente, iria dar um bom exemplo de como se poupa dinheiro. As alterações à imagem do seu blog eram simples: era só mudar a cabeça da estátua... ou a pilinha da mesma de acordo com os atributos do novo autarca. Quem disse que não era preciso "bons argumentos" para lixar o dinheiro de todos nós? Vá lá senhores políticos, tenham tino.
Cumps
De maria a 21 de Maio de 2007 às 12:37
Benvindo José Ferreira, a sua participação torna-se um contributo para o concelho. Quanto ás mós da rotunda sem comentários...E o jardim criado na fonte luminosa em frente á Santa Casa?Um jardim sem qualquer tipo de aproveitamento a uma altura de 50 cm...Será necessário destruir ou alterar as obras realizadas pelo anterior executivo?
De Manuel a 16 de Maio de 2007 às 18:11
Caro amigo,

embora não sendo munícipe de Porto de Mós, o seu post é pertinente e retracta a realidade que se vive na esmagadora maioria dos municipios portugueses.
O argumento apresentado no mínimo é bizarro. Que eu saiba um investimento só se paga a si próprio se gerar receitas e desconheço que o executivo pretenda explorar o moinho (o que até nem seria má ideia, se a moagem, para além dos cereais, pudesse incluir outras matérias-primas tais como autarcas e ex-autarcas inteligentes!). O que parece por isso estar em causa é que a diminuição (?) dos custos de manutenção poupados ao longo de três anos (com a futura construção) será igual ao valor da obra. No entanto, o dinheiro será gasto na mesma (La Palisse) e só ao fim desse periodo se vai sentir a eventual poupança na dita manutenção. Porém, se o problema de facto é esse, então que se mantenha o que está e se elimine o que implica manutenção (óbvio, embora não ao alcance do QI de alguns autarcas!).
Quanto à questão estética, confesso que prefiro as rotundas com símbolos fálicos, para que não nos esqueçamos dos autarcas que alegremente nos f... o dinheirinho em obras sem sentido. A menos que no próximo “europeu da bola” a equipa das quinas se porte bem e a malta se vá empoleirar no telhado e nas velas do moinho para festejar as vitórias.


PS – descobri agora o porquê do moinho, é que o vosso executivo quer finalmente cumprir o prometido e entregar ao Alqueidão aquilo a que tem direito, as rendas do parque heólico. Com a construção do novo moinho, o executivo “meio-socialista” mata dois coelhos, compensa a receita que entrega ao Alqueidão concessionando a sua exploração para produção de energia e põe meio mundo a falar da vossa terra. Sim, porque pior do que um moinho com 5 metros de altura naquele local, sinceramente não estou a ver – a menos que o vosso presidente tenha outra brilhante ideia. Mais arrojada! (talvez propor o aeroporto previsto para a OTA, quem sabe...)
De José Ferreira a 13 de Maio de 2007 às 19:03
Caro autor.
Li e leio blogues.
As justificações dadas para certas opções,valem o que valem.Neste caso,é um esclarecimento, porque inverdades a justificar opções...
O local tem um contador de luz-codigo0083396087,contrato833960801.
Neste contador é facturado o consumo das bombas e luz da rotunda, mas TAMBÉM, a iluminaçao para o jardim dos patos,do mural feito pelas escolas do concelho, inaugurado pelo Dr.Luis Amado, nos 700 anos de Foral e todo o sistema de rega da relva.
Quando o sitema começou a funcionar,lembro-me muito bem de perguntar aos serviços qual o valor que se pagava.Lembro-me que pouco passava dos 500euros.
Ou a energia subiu muito, ou há avaria no contador.
Por este caminho qualquer dia apaga-se definitivamente a luz do Castelo ou continua-se a manter às escuras a Praça da Republica e edificio da Câmara.
A não ser que também se prevejam mudanças arquitectónicas/escultóricas nos mesmos.
Por aqui me fico, aproveitando para apresentar os meus cumprimentos.
De eupróprio a 18 de Maio de 2007 às 01:54
Até que enfim, ressuscitou!
De Joga a 18 de Maio de 2007 às 13:00
Saúdo a participação de José Ferreira neste dabate, tanto mais que a sua intervenção ajuda a formar opinião sobre a questão em apreço.
Agradeço, por isso, ter escolhido este fórum para exercer publicamente o seu direito cívico de intervir na vida do nosso concelho.
Fica no entanto uma dúvida: esta foi apenas uma participação ocasional ou o sinal de que tem intenção de voltar à política activa após estes quase 2 anos de "licença sabática"?
A seu tempo veremos.
Naturalmente que este espaço está receptivo a novos comentários de José Ferreira, como, aliás, de todo o cidadão livre e responsável.
Obrigado.

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