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Domingo, 29 de Abril de 2007

Se7e pecados de Salgueiro

          Num mês com alguma projecção pessoal em termos sociais, João Salgueiro não deixou os seus créditos por mãos alheias. Desdobrou-se em eventos e em contactos com a imprensa regional de Leiria tudo, aparentemente, fruto da sua apresentação pública como militante do PS.

          E fiquei surpreendido com o homem que governa o nosso município. Nunca fomos íntimos e privei com ele, como director de campanha, apenas quatro ou cinco semanas antes das eleições que vencemos. Confesso que, pela urgência do tempo, estava mais empenhado em construir e refinar uma imagem de credibilidade, de modernidade, de paixão do candidato por esta terra que é a nossa do que em conhecê-lo verdadeiramente. Para isso haveria tempo depois.

          Ainda assim, sempre me mereceu o benefício da dúvida na certeza convicta de que seria o melhor candidato à presidência da Câmara.

          O resultado do desafio a João Salgueiro publicado pela revista do jornal Região de Leiria deixou-me  perplexo. E não se trata de achar que foi um erro do presidente deixar-se expôr subtilmente daquela maneira, ou que poderia ter sido induzido em erro sobre o teor da matéria. Não. A prestação de Salgueiro é, ela própria... decepcionante. Não posso acreditar que por detrás do presidente que ajudei a eleger, esteja o personagem que confessa assim os seus sete pecados capitais travestidos de supostas virtudes. Revelador.

          Segundo a Enciclopédia Católica Popular, pecados são em geral "maus hábitos ad­qui­ridos por deficiências da vontade e da educação".  Como católico, Salgueiro saberá o que isto significa. Como cidadãos, ficariamos apreensivos pelas "deficiências de carácter reveladas" se não se trata-se, queremos acreditar, de uma pretenciosa brincadeira para-socialite.

          A brincar, a brincar...

          Veja aqui as confissões públicas de Salgueiro sobre as quais não resistimos ao exercício lúdico de efectuar algumas anotações. Então, divirta-se.

publicado por Joga às 21:36

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7 comentários:
De José Régio a 5 de Junho de 2007 às 01:58
Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
----------!!-----------
"José Régio"
De corrente a 31 de Maio de 2007 às 22:51
Em primeiro lugar, gostaria de ter tido conhecimento das "confissões", pois o link está indisponível .
Em segundo lugar gostaria de saber se o pecado é "mortal" ou "original", pois parece-me que mais original do que um Salgueiro, são dois.
De Joga a 1 de Junho de 2007 às 12:52
O ficheiro em questão tem a extensão *tif e abre com o Microsoft Office Document Imaging, programa bem usual do pacote MSOffice.
De Nuno Oliveira a 7 de Maio de 2007 às 11:28
Sem comentários, tal qual o seu post anterior.
O problema é a gula .....
De Irene Pereira a 6 de Maio de 2007 às 09:08
Quando se vende um produto que não se conhece bem correm-se alguns riscos... Há produtos e produtos... Há alguns cujos defeitos de fabrico e mau comportamento em utlização não são graves pelo fim a que se destinam, há outros que... Sou leitora assídua do seu blog, assim como de outros, acho que fez um excelente trabalho como director de campanha porque conseguiu vender muito bem o seu produto, foi um excelente marketeiro, como dizem os brasileiros. O problema é que o Joga é portomosense e o desempenho do produto afecta-o.... Afecta-nos a todos! Com uma diferença, o desempenho a mim não me surpreende nem desilude, imaginará porquê.
De turista a 6 de Maio de 2007 às 02:08
Quem colhe ventos semeia tempestades ...
De anónimo a 7 de Maio de 2007 às 03:47
Em casa de ferreiro, espeto de salgueiro.

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